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Casais inférteis acusam ansiedade e depressão

15 de Junho, 2011
A procriação medicamente assistida deixa os casais à beira de um ataque nervoso. A conclusão consta de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

O estudo revela que «os casais que recorrem a tratamentos de procriação medicamente assistida evidenciam níveis mais elevados de ansiedade e depressão do que a população geral», lê-se num comunicado da FMUP.

Em jeito de alerta, é recomendada uma intervenção psicológica junto dos casais inférteis para facilitar a adaptação a essa condição, reduzindo o risco de psicopatologia.

A psicóloga Salomé Reis avaliou 83 casais recrutados na Unidade de Procriação Medicamente Assistida do Hospital de São João.

De acordo com a informação da universidade portuense, «os casais que realizam tratamento pela primeira vez apresentam níveis elevados de ansiedade, sobretudo no momento prévio ao início do tratamento. Os casais que fazem tratamentos de forma repetida revelam níveis de ansiedade altos que persistem ao longo do tempo. Demonstram ainda sintomas de depressão superiores aos apresentados pelos casais que experimentam as técnicas de PMA pela primeira vez».

Perante estes resultados, a investigadora conclui que «a vivência da infertilidade e dos tratamentos de PMA constitui uma situação geradora de stress e instabilidade emocional».

Estas alterações psicológicas «podem comprometer, ainda que com diferentes intensidades, diversas esferas da vida pessoal, conjugal e social dos indivíduos inférteis». É o caso da convivência com casais com filhos, que se torna desconfortável.

Outra conclusão é que homens e mulheres reagem de forma diferente a esta experiência.

Embora os homens se sintam mais constrangidos quando a causa da infertilidade do casal é de origem masculina, no geral as mulheres são mais afectadas pelo stress e evidenciam menores níveis de auto-estima e mais sentimentos de culpabilização do que os homens.

Também a satisfação conjugal e sexual diminui mais no sexo feminino, bem como o interesse por projectos relacionados com a parentalidade.

SOL




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