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Denúncia de irregularidades motiva ataque de Jardim à CNE

9 de Outubro, 2011por Rosário Martins
Após duas semanas de campanha eleitoral marcadas por uma forte crispação política, o dia eleitoral na Madeira prossegue debaixo de um calor tórrido e de denúncia de irregularidades à Comissão Nacional de Eleições por parte dos partidos da oposição, em particular do CDS-PP.

Tudo porque o PSD tem vindo a transportar eleitores de vários concelhos da Madeira, como na Calheta, Funchal e Machico, nas carrinhas de empresas públicas, condicionando assim o voto do eleitorado no partido da maioria.

O delegado da CNE Paulo Barreto já reagiu à queixa formalizada por José Manuel Rodrigues e outros dirigentes partidários, dando razão à oposição. Após votar na Escola Secundária Francisco Franco, Alberto João Jardim falou aos jornalistas com ar bem disposto mas com a acutilância que o caracteriza. Considerou «normal» o contestado transporte e voltou a atirar-se ao juiz Paulo Barreto: «O que a CNE pensa vale zero para mim, porque só serve para gastar o dinheiro dos contribuintes».

O cabeça de lista do CDS-M, que luta para tirar a maioria absoluta ao PSD, conquistando assim aquele que seria um histórico segundo lugar na Madeira, considera «normal» que as carrinhas da Electricidade da Madeira façam o transporte dos eleitores até às urnas. O que classifica de «legal é arrastarem as pessoas de casa na caça ao voto, pondo a conduzir as carrinhas não os motoristas das empresas mas presidentes de junta de freguesia, autarcas e candidatos do PSD para influenciar o voto ao longo do trajecto».

Participação satisfatória

A afluência dos eleitores tem sido considerada satisfatória por parte dos vários dirigentes partidários, sendo que neste momento, cerca de 50% dos eleitores inscritos já depositaram o seu voto nas urnas. O número um da candidatura socialista, Maximiano Martins, tem apelado à participação como forma de «resgatar a honra dos madeirenses». Já o cabeça de lista da CDU considera que a afluência dos madeirenses às urnas constitui «um sinal de esperança». José Manuel Coelho, que encabeça a lista do PTP avisa que se «está à beira de um dia histórico» e que «a abstenção vai baixar», o que pode «surpreender muita gente».

Um dado que tem vindo a ser notório nesta afluência às urnas é o facto de tudo apontar para um aumento da abstenção nas zonas rurais e uma participação crescente em algumas zonas urbanas, o que é visto como um factor que poderá não ser favorável ao partido que tem estado no poder.

Inscritos neste sufrágio estão 256.481 eleitores que escolhem hoje os 47 deputados que deverão ter lugar no Parlamento madeirense. Concorrem 9 forças políticas naquela que já foi considerada a campanha mais polémica e mais difícil, em particular para o partido no poder, confrontado com os sucessivos buracos financeiros. Perante os críticos, do Continente e da Madeira, Jardim tem desempenhado o papel da vítima e tem pedido a união dos madeirenses contra os ataques sem precedentes da República.

rosariomartins@live.com.pt




1 Comentário
mundonovo50
09.10.2011 - 19:56
quando é que a democracia chega à Madeira? a nato bombardeia tudo que é ditador no norte de África, a Madeira fica na mesma latitude mas a Nato não bombardeia porquê?


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