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Caso da morte da mulher de Paco Bandeira pode ser reaberto

6 de Janeiro, 2012por Margarida Davim
© DR
O irmão da primeira mulher de Paco Bandeira quer reabrir o processo de investigação da sua morte, ocorrida a 10 de Março de 1996. Francisco Castelo não acredita que Maria Fernanda se tenha suicidado e pretende ver esclarecidos factos que considera «muito estranhos e que nunca foram devidamente investigados».

Quase quinze anos depois de a irmã ter morrido, Francisco viu no processo de violência doméstica que está a decorrer no Tribunal de Oeiras contra Paco – e noticiado pelo SOL em primeira mão, na passada edição – uma chave para abrir um caso que foi arquivado pelo Ministério Público (MP).

O facto de a última companheira do cantor o acusar agora de violência doméstica e de este ter usado para a ameaçar a mesma arma que tirou a vida a Fernanda reavivou antigas suspeitas da família da primeira mulher de Paco Bandeira.

Paco Bandeira e Maria Fernanda em jovens. © DR

«É a mesma arma, usada numa situação de violência doméstica, pelo mesmo protagonista», diz Francisco Castelo ao SOL, para comparar o caso da sua irmã com o que agora pôs Paco Bandeira no banco dos réus, por crimes de violência doméstica exercida sobre a ex-companheira, maus tratos, devassa da vida privada e detenção de arma ilegal.

Francisco Castelo já contactou uma equipa de advogados para estudar a possibilidade de reabrir o processo. «Mas estou convencido de que o próprio MP devia tomar essa atitude», defende, dizendo estar à espera de Justiça.

A família quer que o corpo de Fernanda seja exumado e sujeito a novas perícias médico-legais e pretende analisar dados que terão ficado por investigar.

Hugo Marçal foi o advogado, amigo de infância de Francisco, que em 1996 a família contactou para acompanhar o caso. «Cheguei a ter os pedidos de novas perícias e o requerimento de abertura de instrução prontos, mas acabei por não ter nenhuma intervenção no processo», recorda, explicando que nessa altura foi opção dos irmãos de Fernanda deixar cair o caso.

«A minha mãe, que na altura já tinha mais de 80 anos, pediu-nos muito para deixarmos a alma da nossa irmã descansar», justifica-se Francisco Castelo, que agora vê nas notícias sobre o caso de violência doméstica que envolve o cantor alentejano «um sinal» para apurar as circunstâncias da noite de 10 de Março de 1996, quando Maria Fernanda perdeu a vida.

Não é a primeira vez que questiona publicamente a tese de suicídio. Em 1996, confessou aos jornais Crime e Público ter dúvidas sobre a morte da irmã. Na altura, as declarações valeram-lhe uma queixa-crime por difamação, interposta por Paco Bandeira. «Mas foi tudo arquivado», salienta.

Bala nunca foi encontrada

Esta semana, Francisco Castelo voltou a procurar o amigo Hugo Marçal para estudar o caso. O advogado (arguido no processo Casa Pia) admite que está «ainda a ponderar» se aceita ou não tentar reabrir o processo – no qual está a trabalhar com outros dois advogados –, mas revela que a morte de Maria Fernanda é, para si, ainda hoje um mistério que gostaria de ver resolvido.

«Nunca acreditei na tese de suicídio. Não posso afirmar que se tratou de um homicídio, mas a verdade é que a investigação deixou muitas interrogações», sublinha Hugo Marçal, que dá um exemplo: «A Polícia nunca encontrou a bala que provocou a morte de Maria Fernanda».

A noite da morte da primeira mulher de Paco Bandeira

margarida.davim@sol.pt




16 Comentários
icebreaker
30.05.2012 - 12:02
PACO BANDOLEIRO
(A minha Especialidade)

oh Elvas, oh Elvas
um pistoleiro à vista
sou um terrorista
de pavor e maldade
e trago a jeito
balas de verdade

Letra: Paco Bandoleiro
Musica: Samuel Colt
editora: Revolverphone Company
participação especial: Guns & Roses

ramos
07.01.2012 - 05:58
Tambêm questiono a tese de suicidio,espero que o senhor Paco me venha processar,mas só o posso indemenizar com estrume de fabrico caseiro e quentinho para a herdade! Que conveniente,as roupas queimadas,a bala que não aparece..rica judiciária.
ramos
07.01.2012 - 05:57
Tambêm questiono a tese de suicidio,espero que o senhor Paco me venha processar,mas só o posso indemenizar com estrume de fabrico caseiro e quentinho para a herdade! Que conveniente,as roupas queimadas,a bala que não aparece..rica judiciária!
ramos
07.01.2012 - 05:57
Investiguem mas metam o tipo na gaiola,ou é mais um a tentar vender as propriedades para fugir para o Qatar...Alguêm acredita que a mulher se matava com um tiro nos miolos...Grandes amigos ele devia ter que abafaram a investigação..A familia deve seguir em frente ...
ramos
07.01.2012 - 05:51
Investiguem mas metam o tipo na gaiola,ou é mais um a tentar vender as propriedades para fugir para o Qatar...Alguêm acredita que a mulher se matava com um tiro nos miolos...Grandes amigos ele devia ter que abafaram a investigação...A familia deve seguir em frente ...
cosmor
06.01.2012 - 20:53
Só gente boa...
Jaime De Sousa Ferreira
06.01.2012 - 19:38
Isto é tudo gente fina, do mais VIP que existe...tudo boas pessoas. A outra matou-se ou mataram... pelos bons tratos que este "cavalheiro" dá às mulheres.
luisnet
06.01.2012 - 19:34
Maria carmina, as leis estão sempre a mudar . O que hoje vigora , amnhã é alterado .Se houver suspeitas ,de que houve possibilidade de crime , porque é que não se pode investigar ? A sua ideia é uma ideia retrogada...e é por ideias destas que isto não anda para a frente
jose333
06.01.2012 - 18:46
E um dos meus artistas preferidos, como artista tem génio. na vida privada sempre achei estranha a sua paixão por viajantes do nada e ciga.
Maria Carmina
06.01.2012 - 18:14
Acho bem que seja reaberto para investigação mas, só acho esquisito que a maior parte dos processos de crime em Portugal passados uns anitos são caducados e, este vai ser reaberto ? Ou há moralidade ou comem todos !!!! Certo?
Maria Leão
Maria Carmina
06.01.2012 - 18:06
Acho bem que seja reaberto para investigação mas, só acho esquisito que a maior parte dos processos de crime em Portugal passados uns anitos são caducados e, este vai ser reaberto ? Ou há moralidade ou comem todos !!!! Certo?
xicadacuba
06.01.2012 - 18:01
Porra Paco porque é que não lhe destes uns cogumelos venenosos temperados com cebola albarrã acompanhados de um chazinho de cabeças de foferes'
ravp
06.01.2012 - 17:00
Não há fumo sem fogo. Quem, como foi notícia, encosta a pistola à cabeça da mulher, porque falta um bife no congelador, não pode ser equilibrado. Deveriam fazer-lhe testes psiquiátricos. Já agora, levem o "ademar".
ademar
06.01.2012 - 16:25
Ó Paco~
Se ainda tens o tira-teimas que a tua mulher usou(?) para ir de vela, usa-o agora no teu cunhado.Acabas c'a raça...
Burlesconi
06.01.2012 - 15:51
Se fosse familiar da 1ª esposa, nunca teria deixado o "processo" da sua morte, cair no esquecimento. Por várias razões. A principal? Ninguém se mata, porque sim. Sabe-se lá quanta infelicidade e angústia, não se teriam poupado! Se as actuais acusações sobre Paco Bandeira, se vierem a confirmar, uma coisa é certa. Pode não ter sido ele a apertar o gatilho, mas nem sempre é necessário fazê-lo, para pôr termo à vida de alguém.
paglacio
06.01.2012 - 14:12
Mais um passatempo de lazer da justiça portuguesa?
De que serve abrir o processo, investigar, acusar, julgar e condenar? No final, a pena de presídio efectivo é passada a gozar o belo tempo que está cá fora. Pelo menos se fôr autarca corrupto e tiver um primo importante na Suiça.


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