O Sindicato Nacional de Polícia (SINAPOL) congratulou-se ontem com a exoneração do director-nacional da PSP, considerando que esta foi «a melhor notícia» que o ministro da Administração Interna deu aos polícias desde que assumiu funções.
O director-nacional da PSP, Guilherme Guedes da Silva, foi ontem exonerado por Miguel Macedo e será substituído pelo actual director-nacional adjunto para a Unidade Orgânica de Recursos Humanos da PSP, Paulo Jorge Valente Gomes.
Em comunicado, o Ministério da Administração Interna não esclarece os motivos da demissão.
Comentando à Lusa a decisão, o presidente do SINAPOL, Armando Ferreira, afirmou que «foi a melhor notícia que o ministro deu aos polícias desde que tomou posse».
O sindicalista considerou que o director-nacional da PSP que agora cessa funções prejudicou a instituição, ao promover, nomeadamente, «cortes irracionais de suplementos e subsídios, muitas vezes por sua iniciativa» e ao ordenar «prepotentemente» na sexta-feira a instauração de processos disciplinares contra os polícias que se concentraram «de forma silenciosa, respeitosa e pacífica» em frente à Divisão de Segurança Aeroportuária de Lisboa.
Sobre o novo director-nacional, Armando Ferreira destacou «um profissional que já conhece bem» a PSP, esperando que revogue os despachos sobre os novos horários de trabalho e «inicie um processo credível, justo e verdadeiramente negocial com os sindicatos» que acabe com o excesso de carga laboral.
Guilherme Guedes da Silva ocupava o cargo de director-nacional da PSP desde 28 de Março, quando ainda era primeiro-ministro o socialista José Sócrates.
Paulo Valente Gomes era, desde 2 Março, director-nacional adjunto para a Unidade Orgânica de Recursos Humanos da PSP, tendo ocupado antes a direcção do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna.
Lusa/SOL