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Empreiteiro estava a fazer fundações junto à parede que ruiu

7 de Fevereiro, 2012
O proprietário da Casa das Bifanas do Mercado do Livramento, Setúbal, afirmou hoje que o empreiteiro responsável pela ampliação daquele equipamento estava a fazer fundações junto à parede que ruiu ao final da tarde.

«Eles estavam a escavar junto à parede, e para mim foi isso que provocou a derrocada», disse Luís Bernardo aos jornalistas.

FOTOGALERIA: As imagens da derrocada no Mercado de Setúbal.

Por sua vez, Rui Costa, do comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal, adiantou que a parede que ruiu tem «cerca de cem metros de comprimento».

O derrubamento da parede provocou a morte de cinco trabalhadores e feriu ligeiramente um outro, que, adiantou Rui Costa, estava no interior de uma escavadora quando se deu a derrocada, o que acabou por o proteger.

Questionado pelos jornalistas, o responsável do CDOS escusou-se a adiantar pormenores sobre as condições do resto do edifício, referindo apenas que já está a decorrer uma vistoria por parte dos técnicos da Câmara Municipal.

Segundo José Cláudio, funcionário da empresa de construção ABB (Alexandre Barbosa Borges, SA), a derrocada terá ocorrido pouco depois das 17:00, atingindo mortalmente cinco trabalhadores, que já terão sido retirados do local.

No local estão pelo menos seis ambulâncias e equipas de emergência médica, viaturas dos bombeiros Sapadores e Voluntários de Setúbal, e uma equipa de quatro inspectores da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Até às 18h30 nenhum responsável dos Bombeiros ou da Câmara Municipal (CM) de Setúbal tinha prestado qualquer esclarecimento aos jornalistas que estão no local.

Entretanto, foi marcada para as 20h uma declaração conjunta da CM de Setúbal e dos responsáveis da obra. A declaração terá lugar no salão nobre da autarquia.

O Mercado do Livramento tem estado a ser alvo de obras de requalificação no valor de 3,86 milhões de euros e esteve encerrado durante alguns meses, tendo reaberto uma parte no início de Outubro passado, faltando concluir os trabalhos do piso superior do edifício.

Construído em 1876, o mercado do Livramento, um dos ex-libris da cidade de Setúbal, que só tinha sido objecto de obras de requalificação em 1930, foi sujeito a uma remodelação total, incluindo novas infra-estruturas de abastecimento de água, instalação eléctrica e rede de esgotos.

Com mais de 70 pontos de venda de peixe, o mercado do Livramento dispõe de muitos outros espaços para venda de fruta, produtos hortícolas, pão, queijo, flores e até de alguns espaços para a venda de mel.

A autarquia esperava ter concluída até ao final do ano passado a segunda fase dos trabalhos no mercado provisório, a futura área técnica que será dotada de uma zona de cargas e descargas, câmaras frigoríficas e de uma central de tratamento de lixo.

Durante a execução dos trabalhos de requalificação, a Câmara de Setúbal prescindiu da cobrança de taxas a todos os concessionários do mercado do Livramento.

Lusa / SOL




4 Comentários
Marocassemares
08.02.2012 - 10:41
A ser verdade o que disse o lojista do mercado è evidente a causa da derrocada do muro... só não se compreende como um empresa da fiscalização e uma técnica da autarquia em permanência no local, deixam que isso aconteça.
AJPC
08.02.2012 - 10:12
Engenheiros que começam a construção de uma casa, pelo telhado... inteligentes não haja dúvida... como diz aqui o 'bujardas', é um empreiteiro português com certeza, mas, também deveria ter dito, engenheiros portugueses com certeza.
00SEVEN
08.02.2012 - 09:18
Isto só aconteceu porque não sabem o que andam a fazer, negligência ou por falta de pessoas qualificadas a gerir "empresas de construção"!

Fundações junto ao muro sem estar escorado?!

E agora?
bujardas
07.02.2012 - 23:44
É um empreiteiro português, com certeza!


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