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Passos e Merkel são os bonecos favoritos do Carnaval

19 de Fevereiro, 2012
Os principais carnavais do país saem hoje à rua para o tradicional desfile do domingo gordo, com a crise a servir de inspiração para a sátira política e social dos foliões, mascarados e das figuras que abrilhantam os carros alegóricos.

Em localidades como Ovar, Figueira da Foz, Mealhada, Torres Vedras, Sesimbra, Lazarim (Lamego) ou mais a sul, em Loulé, as organizações têm tudo apostos para a abertura da época da folia.

Em Ovar a aposta centra-se na diversidade dos grupos e nas escolas de samba que se apresentam a desfilar com cerca de 2000 figurantes.

Ao contrário, em Torres Vedras não há escolas de samba, mas não falta a sátira política e social tendo já sido convidadas, entre outras figuras do Estado, Cavaco Silva, que vai aparecer como pedinte.

Em ano de crise, o Zé Povinho marcará presença em Torres Vedras, num carro em que aparece a servir de “bola de arremesso” no jogo do lançamento do martelo, em alusão às medidas de contenção.

No Carnaval de Buarcos, Figueira da Foz, o rei será Paulo Futre. O antigo futebolista reinará ao lado de Margarida São Pedro - uma figura local há três décadas ligada ao Carnaval. O corso de Buarcos integra cerca de 700 foliões, quatro grupos, três escolas de samba e dez carros alegóricos.

A crítica social e política estará patente em pelos menos dois dos dez carros: a Junta de Freguesia de Buarcos desfila com "Ó Relvas, Ó Relvas, Contrabandistas à Vista - A Morte Anunciada das Freguesias" e o Grupo do Carlos propõe o tema "Coitadinho do Aníbal".

Mais a sul, Sesimbra, além da sátira social das tradicionais cegadas, em que se criticam alguns costumes e acontecimentos mais marcantes da sociedade ao estilo das antigas canções de escárnio e maldizer, oferece animação, com os tradicionais bailes e o desfile em que participam seis escolas de samba locais.

No Algarve, em Loulé, os temas da ‘troika’ e da crise vão servir de mote à decoração dos 15 carros alegóricos que vão desfilar no centro da cidade. Alguns carros vão apresentar figuras como o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, assim como o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e o líder do PS, António José Seguro.

Na região centro, num outro registo, a tradição será cumprida em Lazarim, no concelho de Lamego, onde as figuras centrais são os caretos - máscaras tradicionais esculpidas pelas mãos de artesãos locais em madeira de amieiro – que saem à rua nesta altura do ano.

Lusa / SOL




8 Comentários
ABA
19.02.2012 - 20:12
A alegria carnavalesca é tanta que já morreram 5 nas estradas. O que se gasta em carnavais deveria servir para educar este povo sem civismo....cheio de religião idólatras, mas sem formação!
Adao
19.02.2012 - 14:54
Quer dizer que os portugueses desprezam tanto o Sr Silva que nem com o boneco brincam.....
Bom a verdade é que é quase impossivel caricaturar aquilo que no original já é uma caricatura.....
pontaesquerda
19.02.2012 - 13:56
os "economistas" otários, ou seja...

presidente da republica
primeiro ministro
e o gordo dos pasteis de nata

...já pensaram fazer

...um "cluster do carnaval"...

...portugal poderia ser uma enorme fonte de receitas...

...captando os tristonhos do resto da europa!...

...como diz o Grande Paulo Futre, eram charters...

...era uma semana portuguesa concerteza!...
AJPC
19.02.2012 - 11:43
ENFORQUEM-NO...
partidocracia
19.02.2012 - 11:31
PARLAMENTO: A CASA DA PARTIDOCRACIA
1) Desde a instauração da "democracia" que a qualidade dos partidos portugueses tem caído sempre, estando hoje ao nível do Lixo. Os portugueses não têm controlo sobre os seus políticos. A "casa da democracia" é na realidade a casa da partidocracia. O "julgamento nas urnas" é um logro, pois os candidatos colocados nos primeiros lugares das listas têm garantia prévia de que se mantêm no parlamento, mesmo os das listas perdedoras. Não há julgamento sem punição, mas os portugueses não têm oportunidade de punir os primeiros lugares das listas. Podem ser espiões, maçons ou outra coisa qualquer: não interessa! A ida para o parlamento não depende dos votantes. A raiz do problema é a ausência do voto nominal no sistema eleitoral.

EM ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS NÃO HÁ VENCEDORES ANTECIPADOS
2) Os portugueses têm menos direitos democráticos que os outros europeus. As direcções partidárias fazem listas de candidatos cuja ordem é essencial... mas é imposta! As listas não figuram no boletim de voto. É impossível votar num membro duma lista sem os anteriores terem sido já "eleitos". Daí os "lugares elegíveis": os primeiros lugares que dão aos candidatos a garantia de que vão ser deputados, independentemente dos votos. Em cada eleição, o cenário é sempre o mesmo: semanas antes de ser deitado o primeiro voto, parte do elenco parlamentar já está decidido. Como não existe uma relação entre o voto e a atribuição dum lugar de deputado, os deputados não representam os eleitores. Seguramente representam alguém, mas não é quem vota.
partidocracia
19.02.2012 - 11:30
A DITADURA DAS LISTAS PROPICIA A CORRUPÇÃO
3) As consequências deste sistema são muitas e graves: a) Os barões dos principais partidos vivem numa perpétua impunidade. Sabem que não podem ser desalojados do parlamento pela via dos votos. Mesmo quando a votação do seu partido está em baixa, têm muitos "lugares elegíveis" para onde se refugiar. Isto influencia o seu comportamento de maneira decisiva. b) CORRUPÇÃO: os lóbis contornam o eleitorado e agem diretamente sobre os oligarcas do parlamento para fazer valer os seus interesses. Na prática, são os lóbis que têm representação no parlamento, não os eleitores. c) Cria-se o "fosso" entre políticos e o "País Real". Cresce um sentimento muito pouco saudável: quando em dúvida, um político deve ser considerado um vigarista.

AS LISTAS IMPEDEM OS ELEITORES DE FAZER A SUA PARTE NA RENOVAÇÃO PARTIDÁRIA
4) d) CACIQUISMO: a ausência de voto nominal bloqueia a renovação interna dos partidos. "Renovação" é uns serem substituídos por outros. É o papel do eleitorado indicar quem vai e quem fica, através dos actos eleitorais. A maneira natural e democrática de conduzir a renovação é que os novos políticos que têm mais votos ascendam gradualmente às chefias dos partidos. Mas como o sistema eleitoral impede os eleitores de expressar preferências dentro duma lista, o que o sistema realmente faz é impedir o eleitorado de exercer o seu papel na renovação partidária. Em consequência, as oligarquias partidárias perpetuam-se e apenas os que têm a sua anuência sobem nas estruturas partidárias.
partidocracia
19.02.2012 - 11:29
OS PARTIDOS NÃO ESCOLHEM BONS DEPUTADOS
5) e) o monopólio na ordenação das listas tem produzido elencos parlamentares altamente desequilibrados. Há cerca de um ano, João Duque afirmou na televisão ter examinado o CV de cada um dos deputados e constatado que nenhum teve experiência de integrar os quadros de administração duma empresa. Os desequilíbrios são nítidos a muitos níveis, por exemplo na representação desproporcionada de maçons e advogados. Lembramos também as frequentes cenas de comportamentos embaraçosos por parte de muitos deputados. Não é difícil imaginar que se fossem os eleitores a ordenar as listas, a qualidade dos elencos parlamentares subiria. Mesmo que assim não fosse, há a questão de princípio: escolher os deputados é um DIREITO do eleitorado!

LISTAS: A ZONA DE CONFORTO DOS BOYS
6) Não é por acaso que os políticos nunca falam do sistema eleitoral. Não querem que os cidadãos se apercebam do que está errado e comecem a exigir mudanças na sua "zona de conforto". Livres do escrutínio democrático, os partidos foram tomados por oligarquias com o monopólio do poder político. Com o passar das décadas, capturaram não só o sistema político como o próprio regime e as instituições do Estado. A maioria dos problemas de demagogia, corrupção e desgoverno vêm daí. Isto também explica porque a denúncia de actos escandalosos de governantes nunca resulta em penalização e até é recebida pelos seus autores com indiferença. Mantendo uma boa posição no partido, o pior que lhes pode acontecer é passarem o mandato seguinte no parlamento.
partidocracia
19.02.2012 - 11:29
OS ELEITORES NÃO SÃO RESPONSÁVEIS PELOS POLÍTICOS. NÃO OS ESCOLHEM
7) Se analisarmos o nosso sistema político percebemos que é injusta a ideia de que os políticos são maus porque os eleitores não sabem votar. Os eleitores sabem, e até são bastante exigentes. O problema é que não dispõem dos meios para impor os seus padrões de exigência na seleção dos políticos. A maioria das opções usadas em outros países são-lhes negadas por este sistema político. Não podem expressar uma preferência dentro duma lista, o voto branco não é tido em conta na atribuição dos lugares de deputado, não têm o direito de iniciativa legislativa, os referendos estão limitados nas matérias sobre que podem incidir, o parlamento pode bloquear qualquer iniciativa referendária, os ministros não têm de ser deputados, etc, etc.

ISTO SÓ VIRA COM O VOTO NOMINAL
8) Não é possível desbloquear a partidocracia sem introduzir o voto nominal. É essencial fazê-lo duma maneira simples e pacífica, para minorar o mais possível as "resistências", como por exemplo negociações "intermináveis". É manter o atual sistema, mas com um voto preferencial a ordenar as listas. As listas são incluídas no boletim de voto e os eleitores votam num candidato duma lista, voto que também conta como um voto na lista. O método de D'Hondt continuaria a ser usado tal como agora. O que muda é a ordem de atribuição dos lugares de deputado, que passa a ser em função de quem recebeu mais votos. Nenhum candidato tem garantia prévia de ser eleito. Passa a haver escrutínio.


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