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CGTP acusa Governo de 'manobra de propaganda'

20 de Fevereiro, 2012
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou hoje que a iniciativa do Governo destinada à criação de emprego jovem é «uma manobra de propaganda» e exigiu a revogação do acordo de concertação social.

«É uma manobra de propaganda pura e dura», afirmou Arménio Carlos no final de um encontro com o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

Arménio Carlos aproveitou este encontro para exigir ao Executivo a «revogação» do acordo assinado a 18 de Janeiro entre o Governo, as confederações patronais e a UGT, «o chamado acordo para o 'Crescimento, a Competitividade e o Emprego', esse que nega o crescimento, que reduz os salários e destrói o emprego».

O sindicalista não poupou críticas ao Executivo e acusou o ministro Miguel Relvas de estar a «tentar iludir a opinião pública para dar ideia que está preocupado com o desemprego juvenil quando, na prática, as políticas que estão a ser seguidas , não só não criam emprego, como destroem emprego e são responsáveis pelo número elevadíssimo de desempregados».

Neste primeiro encontro com o governante, no âmbito do novo cargo de coordenador da Comissão Interministerial de Criação de Emprego e Formação Jovem, o secretário-geral da CGTP lamentou o facto de não ter sido apresentada pelo Governo «nem uma medida concreta» de incentivo à criação de emprego.

Todavia, a central apresentou aquilo que considera fulcral para promover o emprego jovem em Portugal: «a necessidade de alterar estas políticas económicas para promover o crescimento económico, de renegociar a dívida do ponto de vista dos juros, dos prazos e também dos montantes e de prolongar o período de redução do défice para que o Estado esteja em condições de promover investimento público para dinamizar a economia».

A taxa de desemprego dos 15 aos 24 anos atingia os 35,4 por cento no final de 2011, segundo números divulgados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que revelam que houve uma subida significativa no quarto trimestre de 2011, chegando aos 14 por cento, mas o aumento foi ainda mais expressivo entre os mais jovens.

No segundo trimestre de 2011, o desemprego jovem estava nos 27 por cento; no terceiro passou para 30 por cento; no quarto deu um 'salto' de mais de cinco pontos percentuais, para 35,4 por cento, o que significa que há agora, segundo os números do INE, 156 mil jovens desempregados, mais de um terço do total deste grupo etário.

É com este pano de fundo que o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares se reúne hoje com os parceiros sociais.

A Comissão Interministerial integra 12 secretários de Estado, nomeadamente o do Emprego, o da Administração Pública e o dos Assuntos Europeus. De acordo com um comunicado do gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, o Governo «compromete-se a apresentar medidas concretas para combater o desemprego jovem».

Portugal receberá nas próximas semanas a visita de uma «equipa de acção» da Comissão Europeia destinada a estudar a forma de utilizar fundos comunitários para reduzir o desemprego jovem.

Esta iniciativa foi lançada pelo presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, durante o Conselho Europeu de Janeiro, e visa reduzir o desemprego jovem nos oito países da União com taxas mais elevadas. Na definição europeia da taxa de desemprego jovem, Grécia e Espanha têm as taxas mais altas, quase nos 50 por cento, e Portugal é o terceiro país com mais jovens desempregados, acima dos 35 por cento.

A Comissão liderada por Miguel Relvas deverá «enquadrar as políticas de juventude de uma forma global e articulada», agilizar os mecanismos de apoio às PME, ao nível de fundos da União Europeia, de modo a «aumentar as oportunidades de emprego para os jovens».

Lusa/SOL




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