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Exames complementares após autópsia de alegado homicida de Beja

20 de Fevereiro, 2012
A autópsia ao cadáver do alegado homicida de Beja foi efectuada hoje durante a manhã no Instituto de Nacional de Medicina Legal (INML), em Lisboa, confirmou fonte daquele organismo, sem revelar pormenores sobre a mesma.

A fonte da INML adiantou à Agência Lusa que o relatório final da autópsia realizada na delegação do Sul ao corpo de Francisco Esperança «demorará algum tempo a ficar concluído», tanto mais que «foram pedidos exames complementares», nomeadamente toxicológicos, que levarão várias semanas.

De qualquer forma, o INML rejeita fornecer qualquer informação sobre o resultado da autópsia, cujas conclusões serão enviadas directamente ao Ministério Público, entidade que supervisiona a investigação sobre a morte e que solicitou a perícia médico-legal, correndo o processo em segredo de Justiça.

A fonte do INML escusou-se também a confirmar se a morte terá sido provocada por suicídio, como foi admitido pelas autoridades.

Se continuar sem ser reclamado, o cadáver fica ao cuidado do INML até se completar um período de 30 dias, findo o qual é entregue à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entidade responsável pelo denominado funeral social.

O corpo de Francisco Esperança foi encontrado na sexta-feira enforcado na cela do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), para onde tinha sido transferido na quinta-feira à tarde, por alegada falta de condições de segurança na cadeia de Beja.

O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa revelou na própria sexta-feira que recebeu a participação da morte do alegado homicida de Beja e ordenou a imediata instauração de um inquérito para a realização de autópsia.

A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) já abriu um inquérito para apurar o que aconteceu na cela do alegado homicida de Beja e o Ministério Público anunciou que iria igualmente averiguar as condições em que ocorreu esta morte.

O director-geral dos Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, disse que o preso tinha sido transferido para Lisboa por razões de segurança e que estava numa ala de «vigilância acrescida».

Segundo um comunicado da DGSP, o recluso tinha dado entrada no EPL a 16 de Fevereiro, pelas 18h, por razões de ordem e segurança que não estavam reunidas no Estabelecimento Prisional de Beja.

De acordo com a DGSP, o recluso foi observado pelo enfermeiro de serviço à chegada e estava «calmo, consciente e orientado».

Francisco Esperança, um antigo bancário de Beja, de 59 anos, foi detido por suspeitas de ter assassinado com uma catana a mulher, a neta e a filha e de ter mantido os corpos em casa durante uma semana.

Após a detenção, elementos da PSP entraram na casa, na rua de Moçambique, em Beja, onde encontraram os cadáveres da mulher, de 53 anos, da filha, de 28, e da neta, de quatro, cujos funerais se realizaram na quarta-feira à tarde.

O homem, que já tinha cumprido pena de prisão por um desfalque no banco onde trabalhou, incorria numa pena entre 12 e 25 anos de prisão por cada um dos três crimes de homicídio.

Lusa/SOL




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