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Medicamento para Parkinson esgotado obriga doentes a interromper tratamento

23 de Fevereiro, 2012por Andreia Félix Coelho
O medicamento Sinemet, usado no tratamento da doença e da síndrome de Parkinson, está esgotado em várias farmácias portuguesas. Muitos doentes foram forçados a interromper o tratamento, não havendo no mercado nenhum remédio semelhante.

O SOL sabe que há casas de repouso que interromperam o tratamento a idosos doentes de Parkinson há mais de uma semana devido à falta de fornecimento por parte das farmácias. Muitos doentes e familiares temem agora os efeitos da interrupção da terapêutica.

A bula do medicamento é, aliás, clara quanto à sua suspensão: «Não interrompa repentinamente o seu tratamento, excepto por ordem do seu médico. Assegure-se que tem em seu poder comprimidos suficientes para fins-de-semana, feriados ou férias».

Só na região de Lisboa, são dezenas as farmácias que encomendaram há vários dias o medicamento, distribuído pelos laboratórios Merck Sharp & Dohme, e que continuam sem recebê-lo.

Contactado pelo SOL, o Infarmed esclareceu que se trata de uma «falha momentânea no fornecimento» e não de uma ruptura de stock, estando a situação a ser regularizada.

andreia.coelho@sol.pt




12 Comentários
republicadosbananas
24.02.2012 - 06:48
Há meses que esta "falha momentânea no fornecimento" vem acontecendo. Tendo um familiar doença de parkinson, há vários meses que tenho que "espalhar" receitas por farmácias, para ir conseguindo uma caixita de sinemet de quando em vez, para não haver interrupções na medicação. A causa não a sei, mas acredito que seja devido a dívidas, pois é um medicamento altamente comparticipado...no entanto os velhotes, não têm culpa disso. É o país que criaram...uma vergonha.
quijote
23.02.2012 - 22:28
Há muitos africanos a pedir medicamentos nos centros de saude para enviar a familiares que vivem em Angola e Guiné.
quijote
23.02.2012 - 22:21
Há muitos medicamentos que têm faltado e vão continuar a faltar mais. A dívida do estado às farmacêuticas já ultrapassa em muito os 3000 milhões.
anabela5363
23.02.2012 - 19:23
A seguir aos banqueiros, a industria farmaceutica e a mais criminosa de que ha memoria. agora ja sei porque este governo e uma canalhada, devem sofrer de parkinson, e nao acertam numa........ brevemente estarao todos a abanar com as fraldas borradas, devido a sua propria governaçao maquivalica.
pobox
23.02.2012 - 18:51
Este é um problema que tem vindo a notar-se em vários medicamentos, apenas por uma razão - o Preço.
Os laboratórios distribuidores de medicamentos estão a dar preferência da venda para países africanos, ou seja, Angola.
Para estes locais vendem pelo preço que querem!
Isto é ESCANDALOSO e CRIMINOSO.
Zedk
23.02.2012 - 18:37
Pensemos, calmamente enquanto podemos.
A introdução de novos medicamentos é objecto de uma licença.
Qual o Organismo que a concede ?
Quais as obrigações implícitas à concessão ?
O tal Organismo tem conhecimento, por certo, das quantidades comercializadas ou, pelo menos, previstas para determinado espaço de tempo ?
Qual o "plafond" exigido para armazenamento de reserva ?
Qual a penalidade que o distribuidor geral do produto enfrenta, no caso de incomprimento dos pressupostos ?

Não basta o Organismo ser grande e poderoso; é necessário que tenha mesmo poder e o queira usar; que seja grande em tudo, menos na quantidade de bestas atreladas. A saúde dos portugueses disso depende.
Airibeiro
23.02.2012 - 18:29
Este tipo de problema tem vindo a agravar-se nos últimos tempos e não só com o Sinemet.
É o resultado da política do governo e das empresas farmacêuticas que se estão nas tintas para os doentes e que não se importam com a saúde dos portugueses mais fracos.
O governo impõe unilateralmente reduções de preços sem analisar os impactos caso a caso; e se em algumas situações é possível, noutras, a redução implicaria vender a preços abaixo do custo. O governo, través do ministro da saúde/doença faz folclore com as baixas impostas aos preços e depois nada faz quando os distribuidores, muito normalmente deixam de vender os produtos de margem baixa ou negativa.
Este país está a saque, o ministro é um sujeito arrogante com os utentes mas nada faz relativamente aos grandes interesses instalados.
E tenho a certeza se o pai dele necessitar destes medicamentos, um amigo irá enviá-los do estrangeiro.
cbastiao
23.02.2012 - 18:15
É hora de criar uma alternativa, genérico ou não!
fctavares
23.02.2012 - 18:11
Será que estão a ser exportados para países com preços mais favoráveis aos armazenistas, deixando os doentes portugueses sem tratamento?
Um exemplo: o GUTRON (midodrina) código 5013420 que está esgotado desde há 3 ou 4 meses terá ou não sido exportado para Espanha onde tem o mesmo nome e onde custa cerca de €70,00 quando em Portugal se vende a cerca de €6,80?
Esta minha questão tem em conta a informação do fabricante do GUTRON que garante produzir a quantidade suficiente para os doentes portugueses.
Se não houve uma prescrição inusitada destes medicamentos só podemos pensar na exportação do mesmo sem ter em conta as necessidades dos doentes portugueses.
A ser assim haverá ou não a possibilidade de alterar a lei de modo a garantir um contingente suficiente para os doentes portugueses?
mmachado
23.02.2012 - 18:10
É demasiado grave que esta situação tenha acontecido. Os velhos são mesmo para deixar cair, não é?! Será que o Senhor Ministro da Saúde se interessou pela situação difícil que estas PESSOAS doentes estão a enfrentar? Isto é coisa que se faça tento em conta de que não há medicamentos similares para este tratamento?!
Norberto Sousa
23.02.2012 - 17:58
Mas não há sanções para estes mentecaptos ?
Wolflizzy
23.02.2012 - 17:54
Que vergonha.Só mesmo neste País.
Coitados dos doentes e das familias,que veêm a saúde do seu ente querido degradar-se,sem nada poderem fazer.O meu querido pai,faleceu com essa malvada doença,por isso sei do que falo.


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