O secretário-geral da CGTP disse hoje que a «grande greve geral» vivida a semana passada criou uma «dinâmica» que levou várias empresas a aceitarem aumentar os salários dos seus trabalhadores.
«Tivemos uma grande greve geral», garantiu hoje Arménio Carlos aos jornalistas, após o Conselho Nacional da central sindical que fez o balanço do protesto da semana passada.
Segundo o responsável, além da «adesão de significativa de trabalhadores à greve geral», esta criou uma dinâmica que levou a aumentos salariais em várias empresas.
«A pressão da greve geral instalou uma dinâmica que foi importante. Houve empresas que tinham mostrado indisponibilidade até para negociar cadernos reivindicativos e que fizeram aumentos e deram prémios salariais consideráveis», disse Arménio Carlos, referindo-se à Crisal Glass, Danone, Autoeuropa ou Securitas.
Além disso, adiantou, a greve levou ainda a que «muitos trabalhadores se sindicalizassem».
O secretário-geral da CGTP tinha anunciado, no fim do dia da greve geral, o pedido de uma reunião «com urgência» ao primeiro-ministro. Hoje, Arménio Carlos disse que esta foi já marcada para 4 de Abril, pelas 17h.
Nessa reunião, a CGTP vai apresentar 10 medidas ao Governo, como uma política económica focada no crescimento, o combate à fraude e evasão fiscal, a retirada de propostas de revisão laboral e ainda o aumento das pensões mínimas e do salário mínimo nacional, neste caso para 515 euros.
Já esta quarta-feira, dia em que se inicia a discussão no Parlamento da legislação laboral, a CGTP vai organizar, pelas 15h, uma manifestação de dirigentes frente à Assembleia da república. Além disso, promove a 31 de Março uma manifestação do Dia Nacional da Juventude, em Lisboa, e segundo Arménio Carlos está ainda a preparar «um grande 1.º de Maio».
Lusa / SOL