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Farmacêuticos fazem lista para médicos receitarem mais barato

11 de Abril, 2012
A Ordem dos Farmacêuticos elaborou uma lista com os dez grupos farmacoterapêuticos responsáveis por 77 por cento da despesa com medicamentos e, para estes, definiu Normas de Orientação Terapêutica para os médicos escolherem o fármaco melhor e mais barato.

A proposta da Ordem dos Farmacêuticos será hoje apresentada em Lisboa pelo bastonário e nela constam Normas de Orientação Terapêutica (NOT) que «não substituem, não podem substituir, a imprescindível avaliação médica, nem constituem, para o médico, a única abordagem possível em cada caso», conforme consta no documento, a que a Lusa teve acesso.

O grupo de trabalho que realizou a proposta – coordenado por Margarida Caramona, professora da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra - começou por elaborar uma lista com os medicamentos mais dispendiosos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Essa lista é encabeçada pelos anti-hipertensores, seguidos dos psicofármacos, antidiabéticos, antiácidos e antiulcerosos, antidislipidémicos, anticoagulantes e antitrombóticos, antibacterianos, anti-inflamatórios não esteroides, antiasmáticos e broncodilatadores e medicamentos que actuam no osso e no metabolismo do cálcio.

«Para cada grupo terapêutico em análise foram elaboradas NOT, consoante as patologias mais comuns para as quais o grupo terapêutico tem indicação», lê-se no documento.

A Ordem esclarece que «cada norma está estruturada segundo um algoritmo de decisão com os pontos-chave considerados em cada patologia e termina na orientação selectiva para um subgrupo terapêutico ou substância activa».

A maioria das normas termina na «indicação de um grupo terapêutico e, nas situações em que se justifica, chegam até à identificação de uma Denominação Comum Internacional (DCI)».

Sempre que uma NOT oriente para dois ou mais grupos terapêuticos ou substâncias activas, e se a opção for indiferente do ponto de vista clínico, a escolha deve ser a que for economicamente mais vantajosa, prossegue o documento.

O organismo que representa os farmacêuticos sublinha que «estas normas constituem uma orientação que se pretende clara, prática, objectiva, sucinta e hierarquizada, para apoiar os prescritores na gestão dos doentes abrangidos pelos quadros clínicos identificados».

Na proposta pode consultar-se a evolução da despesa pública com medicamentos no mercado ambulatório e o seu peso no Produto Interno Bruto (PIB), entre 2005 e 2010, com previsão para 2011 e 2012.

No período de 2005 a 2009, o mercado de medicamentos em ambulatório cresceu, em média, 1,9 por cento ao ano, abaixo da taxa de inflação e da taxa de crescimento de outros bens essenciais.

Em contrapartida, o mercado hospitalar de medicamentos cresceu, no mesmo período, a uma taxa média muito superior, de 10,8 por cento ao ano.

Segundo a Ordem, que se apoia em dados do setor, este crescimento ficou a dever-se ao aumento do número de doentes crónicos em tratamento com medicamentos inovadores (de reconhecido valor terapêutico) e ao custo destes fármacos.

Na apresentação deste documento, o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos lembra que já levou “à consideração” do ministro da Saúde esta proposta.

«Conforme tive oportunidade de expor nessa ocasião, a proposta da Ordem dos Farmacêuticos constitui um assinalável contributo para a passagem a um estadio superior de racionalização da prescrição, dispensa e utilização de medicamentos em ambulatório», escreve Carlos Maurício Barbosa.

Lusa/SOL




1 Comentário
quijote
11.04.2012 - 10:58
O interesse dos farmacêuticos não é poupar dinheiro sos seus clientes. Bem pelo contrário como a realidade demonstra.


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