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Excesso de partos e mau estado do edifício justificam fim da MAC

18 de Abril, 2012
A falta de partos no Hospital de Santa Maria e a fraca ocupação do São Francisco Xavier, aliadas ao mau estado do edifício da Maternidade Alfredo da Costa, são os argumentos apresentados pela Administração Regional de Saúde para o encerramento.

Numa audição na Comissão Parlamentar de Saúde, que inicialmente não tinha agendado o tema Maternidade Alfredo da Costa (MAC) para a discussão, o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Luís Cunha Ribeiro, apresentou vários argumentos para o fecho desta unidade, tão envolto em polémica.

Nesta equação não fazem parte «milagres», como explicou, mas a diminuição do número de partos no Hospital de Santa Maria, após a abertura do Hospital de Loures, e uma ocupação na ordem dos 50 por cento no Hospital São Francisco Xavier.

Conta igualmente, segundo argumentou, o mau estado do edifício da MAC, a começar pelo telhado cuja substituição custa cerca de um milhão de euros, além da canalização precisar de ser substituída.

Luís Cunha Ribeiro lembrou que a MAC está para ser resolvida desde pelo menos 2002, tendo sido já várias as soluções apresentadas pelos sucessivos governos, embora nenhuma tenha sido posta em prática.

A questão tornou-se agora mais premente, principalmente após este organismo ter tido conhecimento de um levantamento sobre o número de partos em Lisboa, que sustenta a tomada de decisões.

Luís Cunha Ribeiro disse que não podia ficar de braços cruzados, uma vez que o panorama obriga a tomada de decisões.

«Temos um hospital [Santa Maria] que corre o risco de ficar sem a valência da maternidade e um outro ocupado a 50 por cento [São Francisco Xavier], enquanto no Garcia de Orta, em Almada, temos de recorrer a empresas de médicos para ter obstetras», afirmou.

O presidente da ARSLVT considera que a solução ideal passa pela construção do novo hospital na zona oriental de Lisboa, em que a transferência da MAC seria “a cereja no topo do bolo”.

Luís Cunha Ribeiro esclareceu ainda que o centro materno-infantil no Hospital São Francisco Xavier não pode ser utilizado para outro fim – como chegou a ser proposto pelo ex-ministro da Saúde Correia de Campos – uma vez que a sua construção envolveu dinheiros comunitários.

Lusa/SOL




3 Comentários
gipsyking
18.04.2012 - 15:09
Albarda-se o burro à vontade do dono.
Angelo Costa Rosa
18.04.2012 - 15:04
Mais um novo hotel para aquela area
nsgoncalo
18.04.2012 - 13:00
Para quem gosta muito de rir http://esorirmaisnada.blogspot.pt/


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