sábado, 25 de Maio de 2013, 23:27
Pesquisa
pesquisar
Emprego Imobiliário Motores
iPad
Atraso do Vaticano deixa todos os feriados em aberto

1 de Maio, 2012por David Dinis e Helena Pereira
Passos Coelho prometeu a João Proença que a simetria é para valer. Se o Vaticano não decidir a tempo um dos feriados, também só um civil é anulado. Qual deles é a incógnita.

Promessa de primeiro-ministro: o fim dos feriados civis e religiosos será aplicada com absoluta simetria, como ficou desenhado no acordo de concertação social. Significa isso que ou acabam todos este ano, ou apenas dois (um religioso, outro civil) ou mesmo que não acaba nenhum.

O problema foi levantado pelo líder da UGT na passada segunda-feira, no encontro onde exigiu a Passos Coelho que acelerasse a execução do acordo de concertação social de Janeiro. Mas em rigor esse mesmo problema só existe por motivos diplomáticos. É que, sabe o SOL, o Vaticano deu já sinais claros ao Governo de que a sua decisão final sobre a extinção dos feriados não deve chegar a tempo, pelo menos, do primeiro – o Corpo de Deus, a 7 de Junho.

De acordo com fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, as negociações com o Vaticano estão em curso e a correr «tal como estava previsto». «Sempre tivemos a noção de que estas negociações com o Vaticano iriam ser complexas e muito sensíveis», sublinha a mesma fonte, acrescentando que «precisamente por essa razão nunca foi imposto nenhum prazo para que as negociações estivessem concluídas».

Daí a promessa de Passos: se este ano só for possível pôr fim ao seguinte (15 de Agosto, Nossa Senhora da Assunção), só avançará também a extinção de um dos dois feriados civis que têm fim à vista – a tal simetria que quer a UGT. A decisão final estava, ontem ao fecho desta edição, por horas: é que Governo esperava receber em breve uma informação final do Vaticano sobre os seus calendários de decisão, de modo a incluir na discussão do Código de Trabalho na Assembleia da República uma norma transitória para este fim. A Comissão de Segurança e Social estava reunida ontem ao fim do dia para votar os mais de 600 artigos do Código de Trabalho – votação que se deverá estender pelo dia de hoje.

Mas todo este impasse pode ainda levantar outros problemas. O primeiro problema é – caso só seja extinto este ano um dos feriados civis – qual será, ainda, comemorado.

Do lado do CDS, se tiverem que escolher entre o fim do 5 de Outubro ou do 1º de Dezembro, a resposta é clara, optam pela manutenção do dia da Restauração da Independência. O CDS apoiou a extinção deste feriado, mas já apresentou um projecto de resolução para que passe a haver comemorações oficiais na Assembleia da República naquele dia.

Esta questão do 1º de Dezembro, recorde-se, motivou uma pequena crise no CDS quando Ribeiro e Castro violou a disciplina de voto ao votar contra o Código do Trabalho na generalidade por causa da extinção daquele feriado. Depois disso apresentou várias propostas de alteração, em sede de discussão na especialidade. Uma delas é «o adiamento da questão e reserva de decisão sobre o regime geral dos feriados para momento ulterior».

Por causa do impasse do acordo com o Vaticano, os partidos da maioria estão a ponderar aprovar uma norma transitória ou, no limite, separar mesmo esta questão dos feriados do Código de Trabalho, aproveitando assim um das propostas do ‘rebelde’ Ribeiro e Castro.

Mesmo assim, há sensibilidades diversas sobre a matéria. O PS faz fica-pé na manutenção do 5 de Outubro. Mesmo que só por um ano, a questão promete polémica.

david.dinis@sol.pt
helena.pereira@sol.pt
* com Sofia Rainho




29 Comentários
jdfb52
03.05.2012 - 12:19
Deixem os feriados em Paz. Não é por aí que passa a recuperação económica. É uma falácia. E acabar só um se justifica, a bem da Harmonia e Pacificação - o 25 de Abril. A festa da Democracia e de quem trabalha deve ser o 1º de Maio- e este sim, deve mesmo ser Feriado Obrigatório!!! Datas comemorativas são importantes e salutares para os Povos, até acabam por estimular o consumo ( ganha o comércio). Respeitem essas datas. O 25 de Abril, excessivamente politizado, já teve o seu tempo. tal como aconteceu bem cedo ao 28 de maio do Antigo Regime, deve deixar de ser feriado. Isto seria prova de boa vontade e superioridade moral de quem defende a Democracia.
pauloc
02.05.2012 - 22:04
O Pingo Doce vai aproveitar?
ABA
02.05.2012 - 18:43
Chamem o D. Afonso Henriques que ele mete o ayattolla de Roma na ordem já que estes políticos castrados têm medo de ser excomungados....pobre país, sempre dominado por fátima, fado e futebol!
nsgoncalo
02.05.2012 - 14:09
Para quem gosta muito de rir http://esorirmaisnada.blogspot.pt/
quijote
02.05.2012 - 13:31
De todos os feriados os que menos fazem falta aos portugueses são o do 25 de Abril e o 1 de Maio. Ninguém os compreende e são susceptíveis de provocar desacatos como sucedeu ontem.
pinto2007
02.05.2012 - 12:07
acabe-se com a diversão de acabar com 4 feriados!
não adianta nada á economia e só serve para distrair os pequenos!
AJPC
02.05.2012 - 09:49
SEJA VATICANO OU QUALQUER COISA PARECIDA COM ISTO, É MER-DA DO MESMO SACO.

O QUE É PENA, É NÃO SER POSSÍVEL, ACABAR COM A IGNORÂNCIA DE UM POVO.

POR EXEMPLO, COMO O QUIJOTE.
veritatis
02.05.2012 - 08:41
o padreco merujão trata da coisa a preceito. se nao for capaz temos o bispo general para tratar do assunto...
quijote
01.05.2012 - 21:04
Os feriados que devem acabar são só o 25 de Abril e o 1 de Maio.
Saqueado
01.05.2012 - 18:46
O Tratado de Zamora (5 de Outubro de 1143) significa o reconhecimento da soberania de Portugal. Os que da República têm a ideia que Salazar difundiu, ou melhor, que têm essa entre muitas outras …, são contra o feriado de 5 OUT que, por coincidência, deveria comemorar não só a República e os seus valores, mas também a assinatura do Tratado de Zamora. Defender a extinção do feriado do 5 OUT é, quanto a mim, uma absoluta hipocrisia, principalmente, quando se pretende que o dia 1 de Dezembro continue a ser feriado em nome da independência. Por outro lado, se tivéssemos empresários e políticos competentes e eticamente filiados nos princípios republicanos, nem sequer seria colocada a questão do número de feriados.
almaviva
01.05.2012 - 18:32
É que eu sou reformado, não preciso até nde feriados para nada. Apenas sirvo para, com os meus subsídios, salvar o país da crise. Isto é que é um problema socialmente gravíssimo: Tratar os reformados pior do que cães. O que lhes estão a fazer é um crime contra a humanidade. É de uma crueldade que nem ao Hitler lembrou.
almaviva
01.05.2012 - 18:23
Eu gostava que a meia dúzia de parvalhões que para aqui andam a apoiar a ideia imbecil de acabar com feriados que me explicassem porque é que eles deviam acabar.
quijote
01.05.2012 - 18:09
Não percebo porque raio é preciso a licença vaticana para por ou tirar feriados. Vejamos se não será também preciso pedi-la ao dalai lama ou ao ayatollah de Teerão.
Saqueado
01.05.2012 - 17:49
5 de Outubro é também o dia do reconhecimento do Estado português (Trat. de Zamora). LOL
ABA
01.05.2012 - 17:15
O vaticano deveria impôr 365 feriados por ano. Na minha agenda cada dia tem um santo ou uma santa, claro. Até aquela que a igreja católica queimou viva em 30 de Maio, em Ruão, Joana d'Arc, também é santa...Logo, o 30 de Maio também deveria ser feriado. O dia se São Bartolomeu também deveria ser feriado para comemorar a morte sanguinária de milhares de huguenotes às mãos do catolicismo parisiense....
Já agora, o dia em que se negaram a fazer o funeral do Bispo Alves Martins em Viseu, também poderia ser feriado.....
almaviva
01.05.2012 - 16:44
Os feriados são a união de um povo que acredita na sua grandeza, que ama a sua cultura e a dos seus igrejos avós. E não é por causa de meia dúzia de imbecis que vamos deixar de cantar o hino nacional sempre e em todo o lado. Quem não está bem que se vá embora que faz cá tanta falta como a fome.
Incontestavel
01.05.2012 - 16:28
Os Portugueses há muito que não querem saber de religião para nada, essas seitas não têm influência nenhuma neste país. Como tal, gostava de saber porque tem um Estado soberano e Laico de estar a aguardar "pareceres" do vaticano.
almaviva
01.05.2012 - 16:25
O acabar com os feriados é uma estupidez do governo PSD/CDS. E é uma viagarice como outra qualquer desde 6 de Junho. Este Governo não consegue cumprir o memorando da troika que não é dele mas foi combinado com dignidade pelo PS. Uma das cláusulas consistia na redução da TSU, necessária para o relançamento económico das empresas. Estes anormais que estão no Governo além de quererem enganar os portugueses também mentiram à UE e, de acordo com os cretinos dos seus assessores, encontraram fórmulas matemáticas para encontrarem uma percentagem que igualasse o custo da mão de obra sem mexer na TSU, em resumo aumentaram o número de horas de trabalho. Se mil euros é o custo de x horas de trabalho, se o número de horas aumentar reduz-se o custo da mão obra. Foi esta a conclusão dos asnos que nos desgovernam venham eles de Massamá, de Bruxelas, do Canadá ou do inferno.
ABA
01.05.2012 - 16:03
Isto é que é um país soberano e laico....como pode este pobre país clerical progredir dominado por esta gentalha medieval que falam de Cristo e vivem na opulência....Portugal deveria conceder-lhes mais dois feriados: o 13 de maio para irmos ver os milagres da superstição, e o de nossa senhora d'ágrela, pois não há santa como ela!
Numa igreja que tem um bispo que é general, tudo é normal!
estoria
01.05.2012 - 15:26
Que palhaçada é esta?! Um país ou lá o que é a deixar-se influenciar por uma seita, dessa maldita Igreja?! mas a idade Média ainda não acbou?! Já agora vão ficar à espera que a seita do reino de Deus também dê ordens para os feriados! Só revela um governo fraco sem determinação que não decide, se deixa infleunciar por lobis, que mantém excepções inaceitáveis, na CGD, na RTP, na Tap, na Emprodeve, nos CTT, etc!



PUB
PUB
Siga-nos
Marrocos Portugal
Passatempo SOL & ZOO: Ganhe bilhetes duplos para o Jardim Zoológico de Lisboa.
Siga o SOL no Facebook


© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Mantido por webmaster@sol.pt