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Fenprof ocupa rua junto ao Ministério

3 de Maio, 2012
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) promove hoje uma tribuna pública na rua, em frente ao Ministério da Educação e Ciência, para protestar contra a revisão curricular, que entende ser uma ameaça de mais desemprego para os docentes.

A Fenprof estima que, com a revisão curricular, sejam eliminados 12 mil horários, dos quais 6500 no segundo ciclo, 5000 no terceiro e 500 no ensino secundário, com impacto em 10 mil professores, incluindo docentes dos quadros.

A eliminação de disciplinas e o fim dos desdobramentos das aulas de ciências experimentais são medidas que a organização sindical considera serem uma ameaça a uma classe profissional que foi a mais afectada pelo aumento do desemprego, segundo os últimos números oficiais publicados no fim do primeiro trimestre.

Tudo isto serve, segundo a Fenprof, para o governo conseguir poupar 102 milhões nos custos do sector, à custa da «redução de milhares de postos de trabalho».

No âmbito da revisão curricular, que entrará em vigor no próximo ano lectivo, o Ministério da Educação decidiu manter a Educação para a Cidadania como «intenção educativa» em todas as áreas curriculares, mas não como disciplina autónoma obrigatória.

No 2.º ciclo será mesmo dividida a Educação Visual e Tecnológica em duas áreas disciplinares, cada uma com um só professor, enquanto no 3.º ciclo vai ser antecipada para o 7.º ano a disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação, actualmente leccionada no 9.º ano.

O ministro Nuno Crato garantiu que o grande princípio orientador desta revisão foi o reforço das disciplinas fundamentais, nomeadamente língua portuguesa, matemática, história e geografia e ciências.

Na sexta-feira, a Fenprof continua na rua num protesto à revisão curricular, com concentrações marcadas junto às instalações do Ministério em Lisboa, Coimbra, Porto, Évora e Faro.

 Lusa/SOL




4 Comentários
parasol
03.05.2012 - 15:22
Saojorbebeira
03.05.2012 - 12:48 Chulo do Estado, como actividade principal. Faz uns biscates como aldrabão na via publica.
Saojorbebeira
03.05.2012 - 12:48
Este Sr. é professor ou sindicalista de profissão ?
DEIXALA
03.05.2012 - 12:07
Este marmanjo agora não consegue juntar 120.000 professores na Avenida da Liberdade...professores que levaram o marido que é otra coisa qualquer o pai o filho o irmão e alguns até o tio convidaram!
Agora com o medo nem um feijão cabe nu cu dos professores andam todos caladinhos são assim os herois?
quijote
03.05.2012 - 10:35
A carga horária dos alunos portugueses é uma das mais elevadas da Europa. As escolas não devem servir de depósito dos meninos enquanto os pais não regressam a casa. E os alunos retidos nas escolas acabam por não ter tempo para estudar em casa.


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