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Portugal pode vir a medir Felicidade Interna Bruta

9 de Maio, 2012
Portugal pode começar a trabalhar para medir a Felicidade Interna Bruta, abrangendo as vertentes social, ambiental e económica, esforço que deve envolver a sociedade e meios académicos, além do INE, disse hoje o deputado social-democrata Luís Leite Ramos.

O deputado é o relator de um parecer da Comissão da Economia e Obras Públicas da Assembleia da República, que surge no seguimento de uma petição de dois alunos universitários para que o Banco de Portugal inicie estudos e debates tendo em vista a medição da Felicidade Interna Bruta em Portugal.

Sem número de subscritores suficiente para ser debatida no plenário, a petição foi, no entanto, alvo da atenção do deputado do PSD que ouviu o Banco de Portugal e o Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o assunto.

«Todas as entidades são unânimes em dizer que é importante encontrar medidas alternativas ao PIB [Produto Interno Bruto], uma vez que este indicador é reconhecidamente útil, mas tem uma série de insuficiências para avaliar um conjunto de dimensões, como o bem-estar ou as questões ligadas à sustentabilidade e ao ambiente», explicou à agência Lusa Luís Leite Ramos.

Nos últimos anos, tem havido interesse de várias entidades internacionais, como a Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Económica (OCDE), o Conselho da Europa, ou a ONU, em encontrar formas alternativas ao PIB.

A Felicidade Interna Bruta é um, mas há outros indicadores que procuram realçar as dimensões social e ambiental do desenvolvimento.

Aliás, o secretário-geral das Nações Unidas propôs que, na conferência do Rio+20 sobre sustentabilidade, a decorrer de 20 a 22 de Junho, no Brasil, se avancem propostas concretas para encontrar alternativas ao PIB.

Actualmente, as estruturas estatísticas nacionais «estão orientadas, organizadas, para fornecer informação para o cálculo do PIB, e têm muito mais dificuldade em contribuir com elementos mais qualitativos e menos quantitativos», referiu o deputado social-democrata.

A dificuldade é «encontrar um indicador alternativo, fácil de elaborar, que seja mais ou menos aceite por todos e que seja capaz de traduzir essas várias dimensões. Neste momento é um desafio», acrescentou.

O INE diz que é possível começar a trabalhar neste sentido em Portugal, e «está envolvido em vários projectos, como relativamente às contas das famílias, à contabilidade dos bens e actividades não mercantis no rendimento».

Já o Banco de Portugal transmitiu que «entende ser muito interessante, muito importante, mas não é uma missão prioritária».

Para Luís Leite Ramos, «faz todo o sentido» que o INE continue este esforço, envolvendo mais entidades, como as universidades, promovendo uma discussão mais ampla na sociedade portuguesa e o Instituto está disponível para fazer esse trabalho.

«É fundamental o envolvimento das universidades, em Portugal há muito pouca gente dos meios académicos a trabalhar esta questão», acrescentou.

O parecer será apreciado e votado na quarta-feira.

O termo Felicidade Interna Bruta foi criado pelo rei do Butão, em 1972, como conceito alternativo ao Produto Interno Bruto (PIB) para medir o nível de desenvolvimento de um país, depois desenvolvido pelo Centro de Estudos do Butão, com um sistema abrangente e complexo de análise para medir o nível geral de bem-estar da população.

Lusa/SOL




3 Comentários
antas
09.05.2012 - 16:57
FIB.
Não esquecer que até a -força intrínsica da berga- contribui para a felicidade mas tal como esta aquela força tem fases que ciclamente ora estão em baixo ora estão em alta.
delopes
09.05.2012 - 09:25
Qual será o custo disto? é que o resultado á partida não é dificíl de adivinhar, coisas á padre careca doido do Oriente.
AJPC
09.05.2012 - 09:12
Ó Cara-lho, comecem já hoje seus vampiros, e vão ver a phuta de felicidade que vai neste país, (dês)governado por um bando de vampiros.


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