A polícia de Budapeste reiterou hoje que não há indícios de crime no caso do estudante português de 22 anos que desapareceu na madrugada de sexta-feira, após saltar para o Danúbio, e acrescentou que as buscas continuam.
Em resposta escrita à Lusa, o departamento de comunicação da polícia de Budapeste informa que a Patrulha do Rio Danúbio ainda está à procura do jovem português, mas ainda não o encontrou.
«Não há sinais de crime neste caso e não está em curso qualquer investigação criminal», escreve ainda.
A informação da polícia húngara surge depois de, na terça-feira, terem surgido notícias que apontavam para a hipótese de o jovem ter conseguido chegar à margem, sendo depois raptado.
O estudante de Erasmus português e um outro francês saltaram às 5h35 de sexta-feira para o Danúbio, mas enquanto um conseguiu nadar até à margem, o outro não voltou a ser visto.
O estudante francês disse entretanto aos agentes da polícia que os dois se atiraram ao rio porque queriam nadar, segundo o departamento de comunicação da polícia da capital húngara.
Uma funcionária da embaixada de Portugal na capital da Hungria dissera antes à Lusa que o jovem português, estudante de Erasmus, saltou para o rio a partir de uma ponte no centro da cidade, com cerca de 10 metros de altura.
O incidente aconteceu depois de o estudante, bolseiro do Instituto Superior de Gestão, sair de uma festa de estudantes Erasmus.
O jovem francês escapou ileso ao mergulho e «está bem». Os dois rapazes estudavam em Budapeste e, segundo a funcionária, «não se tratou de suicídio».
Um homem não identificado que passeava na zona ligou para o número de emergência quando os jovens ainda se encontravam na ponte.
A polícia chegou ao local cinco minutos depois, mas «eles já tinham saltado», adiantou a funcionária diplomática.
A família do jovem português chegou a Budapeste logo na sexta-feira à noite e já esteve na polícia, que a levou ao local do incidente.
Lusa/SOL