A Associação Académica de Coimbra aproveitou hoje a final da Taça de Portugal de futebol, no Estádio Nacional, em Oeiras, para protestar contra as políticas de educação do Governo e a falta de medidas para a criação de emprego.
Ao minuto 43 do jogo entre a Académica de Coimbra e o Sporting, na final da Taça de Portugal, os estudantes, trajados a rigor, posicionados no topo sul, levantaram várias faixas com inscrições de protesto.
«Quero direito a um futuro», «Mãe, estou no desemprego», «Propina mais alta da União Europeia», «Marinho paga-me as propinas», «11 mil bolsas de estudo a menos», «Investir na Educação é investir no futuro», foram os recados deixados ao governo de Pedro Passos Coelho.
Ainda antes do encontro entre leões e estudantes começar, Sara São Miguel, desta associação, revelou a agência Lusa as grandes dificuldades em introduzir no recinto as faixas uma vez que a empresa que fazia a segurança (2045) levantou fortes obstáculos.
«Queremos mostrar a nossa preocupação com as políticas que têm vindo a ser implementadas pelo Governo no campo da educação, nomeadamente no corte das bolsas, e também em relação ao constante aumento do desemprego em Portugal», disse.
A ação de protesto prolongou-se no intervalo do encontro, durante o qual foram erguidas faixas de maior dimensão em que se lia «um futuro negro» e «por um país preto no branco».
Ao intervalo da final da Taça de Portugal a Académica de Coimbra vencia o Sporting, por 1-0, graças ao golo de Marinho, aos 04 minutos.
Lusa/SOL