Os trabalhadores da Rodoviária de Lisboa, hoje em greve, ameaçam com nova paralisação se a administração da empresa recusar a integração do abono dos motoristas na tabela salarial, disse o sindicalista Fernando Fidalgo.
No final de um plenário realizado ao fim da manhã, Fernando Fidalgo disse à Lusa que os trabalhadores vão esperar pela reunião com a administração que está marcada para dia 12.
«Se a administração integrar o abono de 12 euros que atribuiu aos motoristas na tabela salarial, os trabalhadores consideram-se satisfeitos. Se isso não acontecer, fazem nova greve de 24 horas», referiu o sindicalista da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS).
Os trabalhadores da Rodoviária de Lisboa realizam hoje uma greve de 24 horas por entenderem que a empresa «discriminou» os motoristas e para exigir um aumento salarial.
A paralisação iniciou-se às 3h e termina à mesma hora de sábado.
Segundo Fernando Fidalgo, os trabalhadores dos principais centros de exploração da Rodoviária de Lisboa – Sacavém e Santa Iria da Azóia – foram os que mais aderiram à greve, na ordem dos 80 por cento.
No geral, afirmou que a adesão ronda os 60 por cento.
A FECTRANS convocou a greve por entender que a empresa tomou uma decisão discriminatória no ano passado ao conceder aumentos de 1,3 por cento a todos os trabalhadores, excepto aos motoristas.
Na Rodoviária de Lisboa trabalham mais de 700 pessoas, das quais mais de 500 são motoristas.
A empresa de transportes serve toda a Área Metropolitana de Lisboa e faz maioritariamente serviços urbanos.
A Lusa tentou contactar com a Rodoviária de Lisboa, mas até ao momento não foi possível.
Lusa/SOL