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Ordem vai investigar médico de Torres Vedras por aborto ilegal

6 de Junho, 2012
O bastonário da Ordem dos Médicos anunciou hoje que o organismo a que preside vai abrir um processo de investigação ao médico que se terá disponibilizado para um aborto ilegal num hospital em Torres Vedras.

José Manuel Silva falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa conjunta com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), na qual foi convocada uma greve para os dias 11 e 12 de Julho.

Questionado sobre o que a Ordem dos Médicos iria fazer em relação a este médico, o bastonário disse ter tido conhecimento do caso pela comunicação social.

«É demasiado grave, terá de ser objecto de uma auditoria do Ministério da Saúde e da Ordem dos Médicos para ver o que correu mal», disse.

«Esperamos que este caso seja – e será pela nossa parte – devidamente analisado e que se apliquem as penas que sejam justas», adiantou.

Na terça-feira, a RTP noticiou que um ginecologista, a prestar serviço na urgência do Centro Hospitalar de Torres Vedras, é suspeito de efectuar abortos ilegais a troco de dinheiro, após a denúncia de uma mulher.

A televisão pública transmitiu uma conversa mantida no respectivo consultório entre o médico e a jornalista, fazendo-se passar por grávida, no âmbito de uma investigação jornalística.

Na conversa, o ginecologista informa-a de que a pode ajudar a fazer uma interrupção voluntária da gravidez, caso se desloque à urgência do hospital e se inscreva para ser assistida sob o pretexto de estar a perder sangue para ser atendida.

Em troca, o médico pediu entre 350 a 400 euros para efectuar o aborto.

O bastonário aproveitou hoje para apelar aos médicos nas urgências para trabalharem integrados em equipa e em carreiras e disse que este é um exemplo do que pode acontecer com o recurso a médicos que não têm vínculo às unidades de saúde.

O recurso a médicos através de empresas privadas foi precisamente o objecto desta conferência de imprensa, durante a qual foi anunciada uma greve de dois dias contra o concurso público para a celebração de contractos públicos de aprovisionamento para a área da saúde, com vista à prestação de serviços médicos às instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O critério do «mais baixo preço» para a contratação de 2,5 milhões de horas de serviços de saúde mereceu o repúdio das três organizações de médicos.

Lusa / SOL




4 Comentários
psicologogratis
08.06.2012 - 03:38
veritatis
06.06.2012 - 22:43

Apanha-se mais depressa um aldrabão como tu
do que um coxo!

Tiraste o teu curso como o "fugitivo de Paris"?

És o que queres, e quando te convém!

Só mostras que a tua demência é gravíssima,
embora agora te tenha que dar razão.

Mas... cura-te, por favor!
petala73
07.06.2012 - 20:56
Os médicos que se formam para salvar vidas armados em criminosos merecem o mesmo destino que dão às crianças que têm matado como é que estes criminosos podem praticar medicina e serem pagos com o dinheiro dos contribuintes
agnostico1967
07.06.2012 - 13:37
Os medicos encobrem-se uns aos outros.

Quando erram raramente o reconhecem, parece que são uns complexados ,não querem assumir os erros para não ficarem mal no retrato .

Mas estam cada vez mais mal retratados

É quase uma rede mafiosa

Os encobrimentos , as regalias , prendas dos laboratorios etc..
veritatis
06.06.2012 - 22:43
Não vale a pena. A OM nunca os viu a receber subornos dos laboratórios nem depois de condenados em tribunal....trata-se de uma casta acima da lei!


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