
O Centro Hospitalar de Torres Vedras (CHTV) revelou hoje que decidiu suspender de funções o médico suspeito de efectuar um aborto ilegal na urgência da instituição.
Questionado hoje pela agência Lusa, o CHTV informou por escrito que «face aos acontecimentos noticiados e, sem prejuízo dos procedimentos que estão a ser desencadeados pela Inspecção-Geral das Actividades de Saúde, o conselho de administração decidiu suspender a prestação de serviços» do ginecologista.
Além do processo de averiguações aberto pela inspecção, também a Ordem dos Médicos mandou investigar o caso.
A RTP noticiou há uma semana que um ginecologista, a prestar serviço na urgência do Centro Hospitalar de Torres Vedras, é suspeito de efectuar abortos ilegais a troco de dinheiro, após a denúncia de uma mulher.
A televisão pública transmitiu uma conversa mantida no respectivo consultório entre o médico e a jornalista, que se fez passar por uma grávida, no âmbito de uma investigação jornalística.
Na conversa, o ginecologista informa-a de que a pode ajudar a fazer uma interrupção voluntária da gravidez, caso se desloque à urgência do hospital e se inscreva para ser assistida sob o pretexto de estar a perder sangue para ser atendida.
Em troca, o médico pediu entre 350 a 400 euros para efectuar o aborto.
Lusa / SOL