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Bastonário apela à greve dos médicos em defesa do SNS

25 de Junho, 2012
O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, apelou hoje à greve dos médicos, nos dias 11 e 12 de Julho, em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e dos doentes.

«Não podemos continuar a aceitar que o Ministério da Saúde seja mais um Ministério das Finanças na Saúde do que um Ministério da Saúde no Governo. Isso não é aceitável, porque são os doentes que vão sofrer as consequências», alertou o bastonário.

José Manuel Silva apelou, por isso, à participação dos médicos na greve de dois dias.

«Temos de ser todos mais exigentes e muito mais interventivos relativamente às medidas que estão a ser tomadas pelo Governo e que estão a pôr em causa o SNS. Está nas nossas mãos».

As organizações médicas estão «unidas no objectivo de lutar pela qualidade do SNS e pelos doentes, por isso, foi decretada a greve», acrescentou.

O bastonário considerou também que é «absolutamente essencial para o SNS e para os doentes» que a greve «seja um êxito», ou seja, «a rondar os 100 por cento».

Salientou que não se trata de uma questão de «corporativismo médico», realçando que as medidas aplicadas por este Governo «põem em causa todo o SNS», frisou.

José Manuel Silva defendeu a «suspensão do concurso de dois milhões e meio de horas pelo mais baixo preço», sobretudo «quando estavam a decorrer negociações com o sindicato e se estava a discutir a grelha salarial das 40 horas, que iria reduzir a horas extraordinárias».

«Pelos doentes, temos a obrigação de manifestar com muita determinação a nossa revolta. Os doentes continuam a existir e têm de ser tratados. Quando são mal tratados, é mais despesa que se gera», acrescentou.

O bastonário afirmou que os doentes vão entender a greve dos médicos, porque «mais do que qualquer outro sector do país, são eles que estão a sofrer as consequências dos cortes no SNS».

Para José Manuel Silva, a greve só será desconvocada se houver «abertura ao diálogo por parte do Ministério da Saúde» e o «reconhecimento de que é necessário inflectir algumas das medidas que estão a ser tomadas na área da saúde» e que «estão claramente a prejudicar os doentes».

Lusa/SOL




5 Comentários
antas
25.06.2012 - 20:50
As armas dos barões nesta ocidental praia lusitana continuam a ser as corporações cujo cimento aglutinador é o interesse exclusivo de classe querendo cínicamente fazer crer que defendem o interesse dos que, na prática,...ignoram .
quijote
25.06.2012 - 19:25
Este bestanário não defende os interesses dos médicos. O SNS foi uma criação desse inimigo dos médicos que dá pelo nome de Arnaut, e agora os médicos têm um bestanário que é um sicário do Arnaut.
professorvicente
25.06.2012 - 18:38
Mais um JAVARDO a dizer asneiras.
A pergunta que faço é:
Onde há dinheiro para tanta exigência num país em BANCA ROTA?
Só agora é que acordou, e antes estava tudo bem?
JA082MF
25.06.2012 - 17:11
SUBSCREVO !! quem pode que se manifeste com GREVES para acabar com a ARROGÂNCIA dos manfios !!
Lamartine
25.06.2012 - 17:10
As medidas deste governo puseram em causa toda uma vida dos reformados e nós não temos força suficiente para fazer o governo voltar para trás. Muitos não podem pagar as suas dívidas, deixaran de poder pagar as prestações dos electromésticos, do carrinho e não podem fazer greve. Um reformado a quem cortam os subsídios não pode ir de férias porque este governo considerou-os gente que não faz nada, que só dá despesa, ignorando que muitos daqueles que tiveram reformas milionárias no passado foram à custa dos nossos descontos. Mas sr Doutor, nós não podemos fazer greve nem temos ninguém que nos defenda.


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