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'Fortes indícios' de atestados médicos passados sem contacto clínico

28 de Junho, 2012
Uma acção conjunta das inspecções da Saúde e da Segurança Social que verificou atestados médicos em seis distritos identificou «fortes indícios» de emissão de certificados sem prova de contacto clínico, o que pode configurar eventuais infracções disciplinares.

De acordo com o relatório de actividades da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) de 2011, nesse ano e no anterior realizou-se uma acção conjunta deste organismo com a Inspecção-Geral do Ministério da Solidariedade e Segurança Social sobre os sistemas de certificação da incapacidade temporária e de atribuição de subsídio de doença.

Nesta acção foram envolvidos médicos que exercem funções nos estabelecimentos e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde (SNS), nos cuidados de saúde primários, bem como os clínicos com convenção com a Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE).

Os seis distritos abrangidos foram Aveiro, Braga, Leiria, Lisboa, Porto e Setúbal, onde em 2010 e 2011 foram emitidos 757.560 Certificados de Incapacidade Temporária (CIT) para o trabalho.

A acção verificou 385 destes CIT, bem como 114 no âmbito da clínica privada convencionada com a ADSE, dos quais resultaram 1.070 dias de baixa.

As inspecções detectaram «fortes indícios de emissão de CIT (…) sem evidência de ato/contacto clínico, omissão que pode, eventualmente, sugerir a emissão de atestados de complacência».

Esta situação pode «configurar eventual infracção disciplinar do médico atestante (…) bem como do trabalhador que exerce funções públicas e que, invocando motivo de doença, não comparece ao serviço».

As inspecções defendem que a ADSE deveria «ponderar, de imediato, a reavaliação dos acordos celebrados com os médicos prestadores objecto de intervenção, por se verificar que violaram os deveres de diligência e zelo previamente estabelecidos em acordo celebrado com o subsistema de saúde da Administração Pública».

Esta conduta, lê-se no relatório, «poderia constituir fundamento de denúncia e configurar eventual ilícito criminal, nomeadamente os crimes de burla e de falsificação de documento, previstos e punidos nos termos do Código Penal».

Lusa/SOL




9 Comentários
topas
28.06.2012 - 16:36
Isto está mesmo assim.
Em 1992 um “trabalhador” da CARRIS” pagou 320.000$00 a um doutor para passar um relatório que o reformasse.
Depois? Depois foi trabalhar nas obras, que era trabalho bem mais pesado, mas a reforma já lá “cantava”.
A Segurança Social está falida?
Eu, que completo em Janeiro 2013 os 65 anos e trabalho por conta de outrem desde os 11 anos de idade, não vou ter pensão de reforma porque antes alguém roubou o meu dinheiro.
psicopax
28.06.2012 - 15:31
SHALOMMM
28.06.2012 - 10:21

Irmão,
todo o ser humano está sujeito a deficiências, entenda isso. Não existem duas pessoas iguais, felizmente!

Tenho verificado, desde que descobri esta página, há cerca de mês e meio, que o sr. tem uma personalidade obsessivo-compulsiva, evidenciando uma perturbação obsessivo-compulsiva grave.

Verifico pela necessidade em demonstrar aos leitores, através de ideias repetitivas, os seus devaneios mentais, mas consciente de que as suas obsessões não reflectem riscos reais...

O cálculo repetitivo, as afirmações em parte alicerçadas em esquemas bem montados e irreais, sem olhar a meios, são sintomas do despertar desta doença que afecta 2,3% da população portuguesa.
Não me leve a mal, mas estou disponível para o ajudar; estou na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Abraço.
psicologogratis
28.06.2012 - 14:45
"ABA" ou "SHALOMMM" ou "veritas"
28.06.2012 - 12:17

Cá anda o decrépito criminoso
a maldizer a classe médica
sob a capa de vários pseudónimos.

É preciso ser muito aldrABAo e covardolas!

Ou não há médicos bons,
seu doente mental?

É fácil ser médico neste país
cheio de invejosos e raivosos como tu?

Como pode um país progredir
quando metade da população
faz o que tu fazes?

Ler o jornal;
viver à custa de quem trabalha;
fomentar o mexerico, a maledicência e o ódio;
argumentar com a mentira;
esconder os seus próprios crimes
com a difamação de tudo e todos;
defender os ricos, caso sejam violentos
tipo Fraco Bandeira de Elvas...

Vai trabalhar Vagabundo!
GUEDES1955
28.06.2012 - 14:08
E andei eu a dar o corpo ao manifesto nas matas em angola, ao serviço da minha pátria querida, para isto?????
País de politicos mentirosos corruptos, advogados do diabo, gente sem principios!
Mamma Summa
GALAICOLUSITANO
28.06.2012 - 13:44
INDÍCIOS SR JORNALISTA? QUANTOS QUER FALSOS?

MORTE AOS LADRÕES.... ACORDEM PORTUGUESES.... CAMBADA DE BURROS.
quijote
28.06.2012 - 13:08
O homem já morreu, mas era numa parte do palácio Praia.
ABA
28.06.2012 - 12:17
Há anos havia no Largo do Rato um médico cujo trabalho era passar atestados falsos....Mas a Ordem nunca conhece estes casos nem sequer os que são condenados em tribunal. O único trabalho dos DIMs é subornar médicos.......
GUEDES1955
28.06.2012 - 12:05
O dia deste senhores se julgarem deuses e pensarem que são imunes á justiça pela patifaria que alguns cometem, tem os dias contados!
Afinal não passam de puros manipuladores da condição humana!
Chamá-los de doutores é uma afronta!
Médicos sim!
SHALOMMM
28.06.2012 - 10:21
Enquanto a Ordem dos Advogados persegue todo aquele que seja corrupto, n Ordem dos Médicos defendem-se uns aos outros pois são oficiais do mesmo ofício e não há bastonário que não conheça a corrupção médica mas assobia para o lado....Quando eles falam na defesa dos doentes tenho que me rir, pois eles defendem os medicamentos de marca em prejuizo dos genéricos, pois pagam mais, por fora.
Por isso somos um dos PIGs da Europa...
Há dias um deles recusou passar uma declaração a uma doente deficiente num Lar....queria receber por fora; eis a preocupação que têm com os doentes. Só num prédio da cidade o indivíduo tem 3 apartamentos arrendados.....Os laboratórios pagam bem!


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