sábado, 25 de Maio de 2013, 12:51
Pesquisa
pesquisar
Emprego Imobiliário Motores
iPad
Transportes alternativos no Tua acabaram

2 de Julho, 2012
As populações de várias aldeias da Linha do Tua perderam hoje o único transporte público com o fim do serviço dos táxis alternativos ao comboio, confirmaram à Lusa várias entidades ligadas ao processo.

Os táxis que faziam o transporte alternativo há quase quatro anos deixaram de circular a 1 de Julho, data em que a CP deixou de financiar o serviço, adiantou à Lusa José Milheiro, coordenador do Metro de Mirandela.

A empresa do Metro de Mirandela era a responsável pelo serviço, mediante o pagamento por parte da CP de uma verba anual de 125 mil euros para assegurar a mobilidade das populações, entre o Cachão e o Tua.

«Alteraram o contrato por causa de reduzir custos e acabaram com os transportes», afirmou aquele responsável.

A Lusa tentou contactar a CP sem sucesso.

O presidente da Câmara de Mirandela, António Branco confirmou à Lusa a suspensão do serviço e disse que a CP justificou a medida alegando que «deixou de ter qualquer responsabilidade na linha do Tua».

Segundo o autarca social-democrata, a linha do Tua foi agora oficialmente desactivada e deixou de pertencer à Rede Ferroviária Nacional.

A circulação de comboios está suspensa entre o Cachão e o Tua, a maior parte dos cerca de 60 quilómetros da linha, desde Agosto de 2008, a data do último de quatro acidentes com outras tantas vítimas mortais, que ditaram a suspensão da circulação ferroviária.

O transporte estava a ser assegurado pelo Metro de Mirandela com uma contrapartida financeira anual de 200 mil euros, pagos pela CP.

O metro foi criado em 1995, tendo como accionistas a Câmara de Mirandela (maioritária), a CP e a RFER, para circular entre a cidade trasmontana e a freguesia vizinha de Carvalhais, mas foi assumindo a ligação ferroviária até ao Cachão e finalmente ao Tua para impedir a desactivação da última ferrovia da região.

Desde o acidente de 2008 que o metro circula apenas entre Mirandela e o Cachão, mas os responsáveis locais não sabem por quanto tempo mais.

O presidente da Câmara, António Branco, admitiu à Lusa que o metro «vai parar se o Governo não encontrar uma solução para que a CP possa continuar a pagar» o montante assumido até aqui.

A autarquia já fez chegar às várias entidades envolvidas, nomeadamente à secretária de Estado dos Transportes, «que é necessário conseguir condições para manter o serviço».

Se isso não acontecer, o autarca afirmou que o metro só poderá circular até ao Cachão, «até ao final do mês».

António Branco admitiu ainda que a ligação original entre Mirandela e Carvalhais «poderá também ser suspensa».

O Partido Ecologista 'Os Verdes' já anunciou que apresentará, na segunda-feira, na Assembleia da República, um requerimento a pedir explicações ao Governo.

A dirigente e activista da linha do Tua, Manuela Cunha, afirmou à Lusa que tomou conhecimento da suspensão dos transportes alternativos através de contactos de «pessoas do vale do Tua» que lhe terão feito chegar a preocupação com o fim dos táxis.

«As pessoa fica sem nada, ficam completamente sem transportes», afirmou.

Lusa/SOL




5 Comentários
quijote
02.07.2012 - 13:53
Se querem continuar a viver onde o diabo perdeu as botas comprem um carro.
Bomb
02.07.2012 - 13:20
Há pessoas que andam de táxi ao preço de um bilhete de comboio?
E a CP em vez de receber dinheiro da sua actividade, ainda desembolsa 125 mil euros por ano?
Não admira que a CP tenha milhares de milhões de euros de passivo e de este país estar como está.
Quem autorizou uma coisa destas durante todos estes anos?
pontaesquerda
02.07.2012 - 12:48
he!..he!...

...rir para não chorar!...
quijote
02.07.2012 - 10:36
As populações daqueles lugares remotos terão de se mudar para sítios onde haja transportes. Até é melhor que esses velhotes fiquem mais perto do médico e da farmácia.
ASS1719
02.07.2012 - 09:49
VERGONHA NACIONAL.


PUB
PUB
Siga-nos
Marrocos Portugal
Passatempo SOL & ZOO: Ganhe bilhetes duplos para o Jardim Zoológico de Lisboa.
Siga o SOL no Facebook


© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Mantido por webmaster@sol.pt