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Universidade nega irregularidades, curso de Relvas obtido no âmbito de Bolonha

4 de Julho, 2012
A Universidade Lusófona negou hoje qualquer irregularidade na licenciatura do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, garantindo que este obteve o seu grau académico tal como centenas de outros alunos desde a aplicação do Processo de Bolonha.

O reitor da instituição, Mário Moutinho, disse à agência lusa que Miguel Relvas apresentou o dossiê com as suas habilitações, descrevendo o seu percurso profissional, e que o Conselho Científico da Lusófona o analisou e não teve dúvidas em conceder-lhe a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em apenas um ano.

O responsável afirmou que este procedimento é comum desde a aplicação do Processo de Bolonha - que uniformizou o ensino superior no espaço europeu -, mas escusou-se a adiantar pormenores sobre o processo de atribuição de créditos a Miguel Relvas, remetendo para o processo do aluno, que disse estar disponível para consulta.

O administrador da Universidade, Manuel Damásio, disse, por seu lado, que o Conselho Científico não teve quaisquer dúvidas sobre os dados apresentados por Miguel Relvas quando se candidatou e acrescentou que a Lusófona não impõe qualquer limite nos créditos a atribuir no processo de licenciatura por reconhecimento da competência profissional e que todos os casos são analisados individualmente.

O caso da licenciatura de Ciência Política e Relações Internacionais atribuída a Miguel Relvas em apenas um ano pela Universidade Lusófona surgiu esta semana na imprensa.

Segundo as notícias publicadas, Miguel Relvas terá entrado na Lusófona em 2006, quase dois anos depois de ter sido secretário de Estado da Administração Local no Governo de Durão barroso, tendo-lhe sido conferido o diploma em 2007, de acordo com o Processo de Bolonha.

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares já veio explicar que o processo de conclusão da sua licenciatura foi «encurtado por equivalências reconhecidas e homologadas pelo Conselho Científico da referida Universidade em virtude da análise curricular a que precedeu previamente».

Lusa / SOL




19 Comentários
antas
05.07.2012 - 16:49
Pelas explicações do reitor podemos deduzir que afinal que o atestado de competência política é conferido pelos compadres partidários e que a respetiva faculdade mais não faz que emitir o canudo .Isto explica a má qualidade dos partidos políticos cuja única especialização é ludibriar eleitores.
Relvas não foi eleito e as suas muitas trapalhadas provam que a sua incompetência política põe em causa a Lusofana e a pessoa que o convidou para ministro.
parasol
05.07.2012 - 16:03
Kosanostra
05.07.2012 - 14:06 Ainda não "descobriram" que o prof que "ajudou" o PM a acabar o curso foi exactamente o mesmo que "aldrabou" o do Socrates...
Adao
05.07.2012 - 14:58
Este GUEDES1955 é impagável, vejam só mais esta idiotice para desviar as atenções da rafeiro do Relvas.

«««««GUEDES1955
05.07.2012 - 12:28 denunciar

Quantos licenciados não exercem cargos com habilitações que não tem nada a ver com a função que desempenham?
Quero lá saber se este ou aquele é licenciado ou doutourado, a mim o que me interessa é honestidade competencia, transparencia trabalho
««««««

Diz ele(?) que o que lhe interessa é: honestidade competencia e transparencia. Pois muito bem, não podia ter escolhido melhor "personalidade" a quem atribuir estes méritos....nada mais nada menos que Miguel Relvas. Aquele que por lapso disse etr frequentado o segundo ano de direito (uma cadeira com nota 10 (mediocre), aquele que nunca pressionou a jornalista (mas pediu desculpa)aquele que se matriculou em varios cursos mas nem chegou a frequentar as aulas.......

Enfim o sr/a GUEDES1955, é tão idiota que nem escolher um corrupto e mentiroso sabe, quando no PSD abundam por todo o lado.
Kosanostra
05.07.2012 - 14:06
Contrariamente a Miguel Relvas, Passos Coelho já disse que podem ver o que quiserem relativamente à forma como o PM tirou o curso. A diferença entre quem tirou mesmo e nem deve nem teme e quem não autoriza que se saiba como tirou, no caso de Relvas.
GUEDES1955
05.07.2012 - 12:28
Quantos licenciados não exercem cargos com habilitações que não tem nada a ver com a função que desempenham?
Quero lá saber se este ou aquele é licenciado ou doutourado, a mim o que me interessa é honestidade competencia, transparencia trabalho
meiodoido
05.07.2012 - 11:33
quando o sr Relvas escreve na ficha da assembleia ..Habilitaçoes: 2ºano de direito, e depois vem dizer que foi um lapso está tudo dito, alguem não sabe de cor as habilitaçoes que tem ?...cambada ....com que então um lapso...de rir mesmo...rsrsrs
JA082MF
05.07.2012 - 11:30
claro , num país de dr.s e eng.ºs ´, não há qq. irregularidade em passar um título a este MAFIOSO ANALFABETO e sem qq. ponta de ética , escrúpulos e moral !!
JA082MF
05.07.2012 - 11:26
Para além do DOUTORAMENTO em PARASITAGEM e TRAFULHICE tirado na universidade da JSD , fica bem a este PATETA ANALFABETO ter um Dr.em relações internacionais ou outra treta qq.
soba
05.07.2012 - 11:24
deve ter sido o primeiro a frequentar as novas oportunidades
JA082MF
05.07.2012 - 10:55
Com imbecis , analfabetos , parasitas , aldrabões deste calibre , com títulos de Dr. comprados ao desbarato ,a ocupar lugares de destaque no (des)governo da Nação , dá para perceber muito bem porque é que este País da treta chegou onde chegou ..!!
meccc
05.07.2012 - 09:42
É claro que não há irregularidades!

Tudo dentro da lei. A um político analfabeto, iletrado, sem frequência do Ensino Oficial, do Ensino Universitário, é-lhe dado uma licenciatura em burrologia, por uma universidade particular, criada à sua medida pela classe política ignorante e oportunista, com esse mesmo fim, o de serem doutores,...não há irregularidade...

Claro que não há! Também não um pingo de vergonha nessa classe oportunista, desavergonhada, mafiosa, mentirosa, que nos (des)governa!

E até parece que está tudo bem, dentro da normalidade, pelos seus pares que não deveriam estar dentro do mesmo barco. Não há uma palavra de indignação, de revolta, pela falta de ética e pela mentira institucionalizada de que também são, assim, coniventes.

Construiram um país de fachada, de verniz estaladiço, sem valor e sem valores.

Um qualquer sopro e vê-se-lhe a porcaria que grassa no interior do seu corpo.
Kosanostra
05.07.2012 - 08:34
Certo, se é tudo legal então demonstrem-no, mostrando a documentação que os levou a substituírem 5 anos de curso por 4 de experiência mais um de estudo. Não o fazem porque Relvas não dá autorização ? Entre as birras de Relvas e a reputação da universidade, se eu mandasse ali e tivesse a minha consciência absolutamente tranquila, pouco me importaria a vontade do senhor Relvas e a documentação já estaria em exposição para demonstrar que estava tudo dentro da legalidade. Se estiver, claro.
joao1960
05.07.2012 - 01:56
Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que, às vezes, fico pensando
que a burrice é uma ciência

António Aleixo
pedescalco
04.07.2012 - 23:37
...

e ainda a procissão vai no adro. Investiguem também o diploma do Passos!

aposto que se procurarem bem, vão encontrar muitas surpresas destes "doutores" e "engenheiros" que tiram o curso por telefonema só por terem cartão de partido!

Então é necessário rigor e exigência, hem? só se for para os outros!


vaz
04.07.2012 - 22:28
O Cigano também NEGA!
ASS1719
04.07.2012 - 22:20
APÓS O 25 DE ABRIL DE 1974, TODAS AS FACULDADES EM PORTUGAL, VENDERAM LICENCIATURAS... LISBOA, PORTO E COIMBRA, HOUVE MUITA NEGOCIATA, OS DITOS REACCIONÁRIOS DA POLITICA, OS MENINOS DO PCP, ENTRE OUTROS, OS QUE SE DIZIAM DEFENSORES DOS POVOS DE ÁFRICA. NÃO FALANDO NAS CARTAS DE CONDUÇÃO. ASSIM SURGIRAM OS NOVOS RICOS. FORAM AS AMPLAS LIBERDADES, DESTE TRISTE E POBRE PORTUGAL. HOJE, O REGABOFE CONTINUA. TENHO MUITAS DÚVIDAS, QUANDO APARECEM NAS TV OS DITOS ENG E DR....MUITOS DA MULA RUSSA, AO PONTO DE MUITOS FALAREM MUITO MAL, E ESCREVEREM NEM SE FALA.
ALIÁS, AS LICENCIATURAS EM MEDICINA, TRATAR-SE POR DR. ESTOU DE ACORDO, O RESTANTE, NÃO.
COMO DIZ UM AMIGO MEU: NESTA TERRA, MUITOS SÃO AUTÊNTICOS PELINTRAS, MAS APRESENTAM-SE COMO TAIS.
josepescador
04.07.2012 - 22:16
Se assim é, o Sr. Ministro Miguel Relvas deveria processar o jornal em questão.
TerraQueimada
04.07.2012 - 22:09

O que é o Processo de Bolonha

A Declaração de Bolonha tem como objectivo tornar inteligíveis e comparáveis as formações ministradas no ensino superior nos diversos países que a subscreveram.

Subscrita em 1999 por 29 estados europeus (hoje, 45 estados europeus já a subscreveram), visa a constituição, até 2010 do Espaço Europeu de Ensino Superior (EEES). Este espaço deverá ser caracterizado globalmente pelo seguinte:

Um sistema de graus académicos comparável e compatível;

Dois ciclos de estudo de pré-doutoramento;

Sistema de créditos;

Suplemento ao diploma.

Pretende-se com isto promover a dimensão europeia do ensino superior, a mobilidade e a cooperação, em particular nos domínios da avaliação e da qualidade, e tornar assim o Espaço Europeu de Ensino Superior mais competitivo e coeso.

Os graus académicos e diplomas obtidos são automaticamente reconhecidos em todos os estados aderentes, facilitando, desta forma, o reconhecimento das qualificações e a mobilidade das pessoas.

Já agora, chama-se Processo de Bolonha ao conjunto de iniciativas que resultam da Declaração de Bolonha visando a sua implementação.

Aderir à Declaração de Bolonha não significa retirar um ou dois anos aos cursos de licenciatura que tínhamos, ou transformar os antigos bacharelatos em licenciaturas e as licenciaturas em mestrados. Antes pelo contrário!

O Processo de Bolonha significa reorganizar o processo formativo em torno de novos valores: as competências e não só os conteúdos, as aprendizagens e não simplesmente o ensino, a participação e o envolvimento de todos os agentes implicados e não apenas a participação de professores nas aulas e de estudantes no estudo e nos exames.

As ferramentas desenvolvidas, ECTS e Suplemento ao Diploma, também farão com que se encare a formação obtida num sentido diferente: a preocupação com o grau académico, o título, será substituída pela preocupação com os conhecimentos e as competências obtidas, verdadeiras razões de ser dos processos de ensino/aprendizagem.
quijote
04.07.2012 - 21:29
A universidade é soberana na atribuição de títulos. Não tem de prestar contas a ninguém.


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