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Ministro da Saúde diz que continua disponível para dialogar

8 de Julho, 2012
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse hoje, em Lisboa, que o Governo continua disponível para dialogar com as organizações sindicais dos médicos «agora e depois da greve».

«Estamos disponíveis para o diálogo agora e depois da greve. Se dialogar depois da greve, entretanto, os portugueses tiveram prejuízos devido às consultas que ficaram por realizar, e cirurgias que foram adiadas», disse aos jornalistas Paulo Macedo, após uma reunião que estava agendada com os sindicatos, mas que não se chegou a realizar.

O ministro da Saúde tinha convocado para hoje à tarde uma reunião com os sindicatos dos médicos para a qual os dirigentes anunciaram previamente que não iriam comparecer.

O ministro adiantou ainda que vai continuar «a procurar soluções com respostas concretas».

Esta reunião foi convocada pelo Ministério da Saúde para tentar desbloquear a greve dos médicos prevista para quarta e quinta-feira, mas os dois sindicatos representativos dos médicos, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) tinham anunciado que se recusavam a participar neste encontro.

Questionado pelos jornalistas sobre as razões de manter a reunião, Paulo Macedo respondeu que a equipa do Ministério da Saúde estava disponível «caso os sindicatos tivessem disponíveis para dialogar».

Sobre a proposta do SIM realizar uma reunião na sexta-feira, no dia seguinte à greve, o ministro afirmou: «dia 13 não estaremos em melhor condições do que estamos hoje».

«Claramente que temos um conjunto de propostas em cima da mesa para discutir com os sindicatos», disse ainda Paulo Macedo, nas breves declarações aos jornalistas.

Ministério da Saúde (MS) divulgou também um comunicado, no qual sublinha que o «Governo continua a dialogar com as organizações sindicais com o intuito de impedir que os portugueses sejam sujeitos ao sacrifício de uma greve inevitável».

«A greve, caso se concretize, é um direito que o Governo respeita e, na eventualidade de ocorrer, tudo será feito para que os inconvenientes para a população sejam minorados», refere o MS.

Numa outra nota hoje distribuída aos jornalistas, o MS dá conta das propostas da tutela para as carreiras e concursos médicos, como o acordo-quadro para a contratação de médicos em prestação de serviços reduz o número de horas de 2,2 milhões em 2011 para menos de 2 milhões em 2012 e 2013.

Outras das propostas são a «abertura de 900 vagas para concursos destinados à contratação por tempo indeterminado dos médicos especialistas com internato concluído em Junho de 2011, privilegiando as necessidades verificadas no Algarve, Alentejo e interior do país», a contratação de 430 médicos que concluam o internato em Setembro e Outubro e abertura de concurso para obtenção do grau de consultor para todos os médicos que reúnam os requisitos em 2012.

Lusa / SOL




3 Comentários
jooliveira
08.07.2012 - 20:39
Para quando a divulgação das dívidas das SEGURADORAS ao SNS no âmbito das assistências prestadas aos acidentes de rodoviários, de trabalho e de todas as outras coberturas de impliquem a utilização do SNS.
jocas49
08.07.2012 - 19:46
Ao Quijote: cada um tem direito à sua opinião. Eu, como médico só pertenço à Oedem enão sou sindicalizado, mas neste momento sou a favor da greve (nunca fiz nenhuma desde 1978) e não sou nem nunca fui comunista. A sua opinião é para mim um abuso; excepto se for médico é que poderei aceita-la, mas com reservas.
quijote
08.07.2012 - 19:04
Convenhamos que nem a FNAM, nem o SIM, nem o bastonário comunista da OM, representam a maioria dos médicos. Só representam alguns médicos que trabalham para o SNS.
Chamar-se a esta greve política greve dos médicos é um abuso de linguagem.


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