Com os 3,3 quilómetros do novo troço do metro, que liga a Gare do Oriente ao aeroporto, a rede do Metropolitano de Lisboa fica sete vezes maior do que quando foi inaugurada, em 1959, com 6,5 quilómetros de extensão.
Na altura, a rede abriu ao público com 11 estações e uma única linha em forma de Y, constituída pelos troços Sete Rios-Rotunda (Marquês de Pombal) e Entrecampos-Rotunda, que confluíam no troço comum Rotunda-Restauradores.
Hoje, o metro tem 55 estações, espalhadas por quatro linhas (amarela, azul, verde e vermelha) numa extensão de 43 quilómetros.
O primeiro projecto português de um sistema de caminhos-de-ferro subterrâneo tinha sido publicado no século XIX, mas a sociedade gestora foi criada apenas em 1948, impulsionada pela retoma da economia e pelas políticas de electrificação posteriores à 2ª Guerra Mundial.
No primeiro ano, registaram-se 15,3 milhões de passageiros. Meio século depois, os números rondam os 180 milhões de passageiros por ano.
O novo troço da Linha Vermelha, que liga a Gare do Oriente ao aeroporto e que abre três novas estações – Moscavide, Encarnação e Aeroporto –, teve um investimento na ordem dos 218 milhões de euros.
Depois da abertura dessa linha, o Metropolitano de Lisboa tem prevista a extensão Amadora-Este/Reboleira, na Linha Azul, e a criação de uma interface no Terreiro do Paço.
«A intervenção no Terreiro do Paço tem como objectivo a criação de um interface que conjugue os vários tipos de transportes no mesmo edifício, neste caso, metro, barco, autocarro e táxi», disse a empresa à Lusa.
Irão também decorrer obras nas estações da Baixa-Chiado e Colégio Militar para melhorar as acessibilidades, nomeadamente a «pessoas de mobilidade condicionada», e a estação do Areeiro será alvo de uma remodelação.
A estação terá um novo átrio e acessos na zona sul da Praça Francisco Sá Carneiro, junto à Avenida Almirante Reis. O átrio já existente será também remodelado, bem como os acessos à superfície.
«Será também aumentada a extensão do cais dos actuais 70 metro para 1,05 metros, por forma a poder receber carruagens de seis composições, tal como já acontece em quase todas as estações da rede do Metropolitano de Lisboa, ficando apenas a faltar a intervenção na Estação Arroios», indicou a empresa.
Lusa/SOL