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Alegações finais do processo Freeport realizam-se hoje

16 de Julho, 2012
As alegações finais do julgamento do caso Freeport realizam-se hoje, cabendo ao Ministério Público (MP) pedir ou não a condenação dos dois arguidos do processo - os ex-sócios da empresa de consultoria Smith e Pedro - pelo crime de tentativa de extorsão.

O julgamento iniciou-se em Março e durante as mais de 20 audiências foram ouvidas dezenas de testemunhas sobre o processo de licenciamento do outlet de Alcochete, mas, à semelhança do que já havia acontecido durante a investigação do MP, José Sócrates, que era ministro do Ambiente à data dos factos, não foi chamado a depor em tribunal como testemunha.

Na parte final do julgamento, os arguidos Charles Smith e Manuel Pedro resolveram prestar declarações, com Manuel Pedro a confirmar a existência de uma reunião, em Janeiro de 2001, com o então ministro do Ambiente, José Sócrates, marcada pelo presidente da Câmara de Alcochete, na época, o socialista José Dias Inocêncio.

A reunião ter-se-á realizado a 11 de Fevereiro de 2002 e juntou José Dias Inocêncio, José Sócrates e o secretário de Estado do Ambiente Rui Gonçalves, Garry Russel, director comercial do Freeport, Jonathan Rawnsely, administrador do Freeport, e Fernanda Vara Castor, na altura funcionária da Direcção Regional do Ambiente e do Ordenamento do Território.

Questionado por Afonso Andrade, presidente do colectivo de juízes, sobre o motivo desta reunião, Manuel Pedro indicou que visava debater alterações necessárias à viabilização do projecto, nomeadamente retirar hotéis e outras infra-estruturas, na origem dos dois chumbos anteriores.

Sobre o alegado pedido de 80 mil libras feito por Charles Smith ao director comercial Gary Russel, destinados a um denominado 'Bernardo', para que o licenciamento do Freeport não sofresse mais atrasos, Manuel Pedro respondeu: «Penso que esse dinheiro era para entregar ao contabilista, o senhor José Ginja, para viabilizar protocolos para continuar a desenvolver o projecto, mas não sei o que queria dizer com Bernardo».

Manuel Pedro negou ainda que alguma vez se tivesse deslocado ao gabinete do advogado Augusto Ferreira do Amaral, para lhe confessar que tivesse feito pagamentos a ministros do Governo de então, nem tão pouco a Sócrates.

A 20 de Março, Augusto Ferreira do Amaral disse em tribunal que Manuel Pedro lhe disse que o então ministro do Ambiente, José Sócrates, tinha exigido o equivalente a 500 mil contos (2,5 milhões de euros) para viabilizar o complexo comercial.

Nesse mesmo dia, o advogado do ex-primeiro-ministro José Sócrates, Daniel Proença de Carvalho, negou que o antigo ministro do Ambiente tivesse exigido qualquer verba para a aprovação do empreendimento.

O processo Freeport teve origem em alegadas ilegalidades na alteração da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) para a construção do centro comercial.

A sessão das alegações finais coincide com o início das férias judiciais de verão, que se prolongam até 31 de Agosto.

Lusa/SOL




7 Comentários
Silva50
16.07.2012 - 18:27
Agora depois deste Processo Freeport que dura á mais de 8 anos estár concluido. Um Processo que tinha como unica finalidade éra difamar, denegrir, tramar, José Sócrates.8 anos a investigar e não conseguiram pôr Sócrates como arguido, o que prova ter sido uma tramoia, feita pelo PSD/CDS, jornalitas e PJ. Estes senhores como não conseguiram provar nada, agora deviam sentar o cu no mocho, enfrentar o Juiz, pagar uma bruta indeminização ao Sócrates, para ele ficar mais uns anos em Paris á custa desses bandidos que o difamaram, mais uma vez injustamente.
Silva50
16.07.2012 - 16:41
Este Processo já nao tem piada. O Sócrates não vai ser preso e enforcado.Não á justiça. Vamos fazer uma manifestação, contra o Sócrates, já que contra este Governo de Incompetentes e Gatunos PSD/CDS,não tem piada, heeeeeeeeeeeeeee
gipsyking
16.07.2012 - 10:43
Um esquema para depenar os patos ingleses.
Onde é que eu já vi isto?...
Viriato Pedrada
16.07.2012 - 10:42
O Freepot, a Face Oculta e todas as acusações que foram movidas a Sócrates, tiveram por objectivo o seu enfraquecimento e desgaste, mas também o tapar o Sol com a peneira, fazer cortinas de fumo e deitar areia para os olhos, a fim de desviar as atenções do BPN esse sim um verdadeiro caso de polícia e que prejudicou e prejudica o País e os portugueses por longos anos. Se assim não fosse não se compreendia a razão pela qual a Comunicação Social pouco fala no assunto, mesmo agora que o caso está a ser julgado, sendo ainda o escândalo maior quando se sabe que os arguidos foram dispensados de comparecer em tribunal. É a velha táctica do chamo-to a ti primeiro para que tu não mo chames a mim depois.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/05/diga-socrates-e-tudo-se-resolvera.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/bpn-fraude-sem-castigo.html


M58
16.07.2012 - 10:21
Processo de fachada. Quem devia ir preso fica de fora e o peixe miudo é condenado.
DanielBraga
16.07.2012 - 10:20
Impressiona. Um julgamento em que fala-se muito de Sócrates e este senhor nem para testemunha foi chamado. Se isto não serve para mostrar a parcialidade ou, pelo menos, falta de força da justiça portuguesa---
NaoGostoDesteGoverno
16.07.2012 - 10:11
A DÍVIDA DE PORTUGAL, NÃO FOI FEITA PELOS PRIVADOS:

BPN; FREEPORT; PORTUCALEM;
SUBMARINOS; FACE OCULTA; BURACO DA MADEIRA; BLINDADOS ENFERRUJADOS; DERRAPAGENS NAS OBRAS PÚBLICAS; MORDOMIAS E VITALÍCIAS DE POLÍTICOS & BOIS, DIGO, BOYS; PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS ÀS MILHENTAS, ETC, ETC.

PERANTE ISTO, É INJUSTO, ILEGAL, ABUSO DE PODER, "ROUBAR" AOS PORTUGUESES, PARA PAGAR ESTES DESVANEIOS!

A PASSIVIDADE DESTE GOVERNO NA PERSEGUIÇÃO A QUEM ROUBOU NO PASSADO E A INCAPACIDADE DE TOCAR NOS "INTOCÁVEIS", EXIGE-SE QUE SE DEMITA!


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