
São Brás de Alportel corre o risco de deixar de ser a «capital histórica» da cortiça, alertou hoje um empresário do sector, crítico da «má gestão regional», que tem conduzido ao abandono do interior.
Em declarações à Lusa, o também ex-dirigente da Associação Portuguesa de Cortiça, Carlos Jacinto, admitiu que os empresários da indústria transformadora do concelho algarvio poderão ter que começar a recorrer à cortiça alentejana.
Para este empresário de São Brás de Alportel, o fogo chegou ao «ouro algarvio» em virtude da desertificação humana e da falta de investimento público.
Carlos Jacinto lamenta a falta de investimento na manutenção das zonas de intervenção florestal, com cerca de 1.000 hectares cada e já definidas, e que deviam ter investimento para a promoção da gestão ambiental sustentável.
O incêndio que lavra desde quarta-feira no Algarve foi finalmente dominado hoje à tarde, embora persistam focos que merecem especial atenção.
O fogo no Algarve foi declarado como dominado às 17h45 e a Protecção Civil prevê que as chamas não voltem a alastrar, sendo os focos de incêndios mais preocupantes a norte de São Brás de Alportel e junto a Cachopo, em Tavira.
A combater as chamas encontram-se mais de 1.000 operacionais, apoiados por mais de 200 veículos.
Lusa/SOL