Os nove presumíveis traficantes de droga, capturados numa operação de combate ao narcotráfico, na zona de Odemira, na costa alentejana, ficaram em prisão preventiva, revelou hoje à agência Lusa fonte do DCIAP de Lisboa.
Os suspeitos, cinco portugueses e quatro espanhóis, foram ouvidos no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, pelo juiz Carlos Alexandre, que aplicou a medida de coação mais grave a todos.
A fonte do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado pela procuradora Cândida Almeida, onde decorre o processo, indicou que os nove alegados traficantes foram interrogados no sábado e no domingo.
A operação de combate ao narcotráfico, realizada na madrugada de sábado no rio Mira, em Odemira, resultou em nove detidos e na apreensão de quase três toneladas de haxixe, tendo um alegado traficante espanhol morrido depois de colhido pela hélice de um dos três motores de uma lancha rápida.
A intervenção policial foi coordenada pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária.
Os pormenores da operação 'Lacerta Lepida' vão ser divulgados hoje à tarde pela PJ em conferência de imprensa, em que estarão também representadas a Força Aérea Portuguesa (FAP), Marinha e a polícia espanhola.
As fontes contactadas pela Lusa explicaram que a vítima mortal estava em terra a aguardar a embarcação dos alegados traficantes, que transportava a droga e a ser perseguida, a alta velocidade, pelo destacamento de ações especiais dos fuzileiros, tendo entrado na água quando ela se aproximou, altura em que foi colhida pela hélice de um dos três motores da lancha rápida.
Quando se aproximou de terra, a lancha rápida tentou uma manobra evasiva, mas o alegado traficante não se terá apercebido da perseguição pelas autoridades, a alta velocidade, e acabou por ser colhido, enquanto a embarcação entrou por terra.
O alegado traficante sofreu ferimentos graves, sobretudo nos membros inferiores, foi assistido por elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e transportado para o centro de saúde de Odemira, onde foi declarado o óbito, relataram outras fontes.
O corpo foi depois transportado pelos bombeiros de Odemira para a morgue do Hospital do Litoral Alentejo, em Santiago do Cacém.
A intervenção policial foi desencadeada ao início da madrugada de sábado, no mar e em terra, tendo a droga sido detetada na embarcação rápida, equipada com três motores, e, alegadamente, proveniente do norte de África, adiantaram as mesmas fontes, indicando que a investigação terá tido origem na Galiza (Espanha).
Envolvendo «muitos meios», a operação contou com a colaboração da Marinha e da Força Aérea Portuguesa (FAP) e a participação da Polícia Marítima.
Pela parte da Marinha, esteve envolvida a fragata D. Francisco de Almeida, com um helicóptero embarcado, e o destacamento de ações especiais dos fuzileiros.
Da FAP, esteve envolvida uma aeronave P3 de patrulha marítima.
Lusa/SOL