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ASAE encerra empreendimento turístico em Pataias com 700 hóspedes

8 de Agosto, 2012
Um empreendimento turístico com cerca de 70 bungallows, em Pataias, no concelho de Alcobaça, foi esta madrugada encerrado pela ASAE, mas a administração recusa mandar sair os cerca de 700 hóspedes.

«Já interpusemos duas providências cautelares e não vamos mandar sair as pessoas, porque temos cerca de 700 hóspedes, muitos deles estrangeiros e alguns com reservas até ao final do mês», disse à Lusa Manuel Brites, da administração do empreendimento Land’s Hause Bungalows.

O empreendimento, com cerca de 70 casas turísticas de madeira, foi esta madrugada alvo de uma operação conjunta do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), GNR, Protecção Civil e Câmara Municipal de Alcobaça, que resultou na suspensão da actividade, segundo a GNR.

A Câmara de Alcobaça confirmou à Lusa que o espaço, localizado na Burinhosa, concelho de Pataias, tem pendente um pedido de licenciamento, ainda não aprovado pela autarquia devido à falta de peças processuais que não entregues pela administração da empresa.

Manuel Brites admitiu que o espaço «ainda não tem licença de utilização, mas tem todas as outras licenças» e considera que na base da ordem de encerramento de actividade está «uma perseguição da ASAE».

Segundo o responsável pela empresa, o empreendimento havia já sido fiscalizado a 31 de Julho, tendo sido dado um prazo para apresentação de documentação relativa aos alojamentos em madeira.

Manuel Brites afirmou hoje que não irá mandar sair os hóspedes e remeteu para os próximo dias mais esclarecimentos.

A Lusa contactou a ASAE, mas ainda não foi possível obter mais informações.

Lusa/SOL

(actualizada às 12h07)

Tags: Sociedade



2 Comentários
esteves
09.08.2012 - 10:52
Não há nenhum critério de interesse nacional nesta decisão. A situação de crise serve para justificar as maiores patifarias e incumprimentos da lei, quando se trata de cortar para o Estado. Aqui pelo que se ouviu dos campistas, não houve queixas, pelo contrário, dizem que estava tudo bem e mostraram-se satisfeitos...Não se compreende como se pode tomar uma decisão radical numa situação destas...A haver incumprimentos deveria ser dado um prazo para serem normalizados...Parece aberrante esta decisão de mandar 600 campistas embora quando eles querem ficar...Muitos são estrangeiros é péssimo para a imagem de Portugal e para o turismo. Quanto perde o estado com esta medida radical e considerando o que foi tornado publico, incompreensível.
ravp
08.08.2012 - 12:52
O sentido de oportunidade destas bestas é extraordinário.


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