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PS/Cascais defende fusão das fundações Paula Rego e D.Luís

10 de Agosto, 2012
O presidente da concelhia do PS de Cascais defendeu hoje a extinção das fundações Paula Rego e D. Luís I, considerando ser «oportunidade de fazer mais e melhor com menos» e sugere a fusão numa só fundação.

Num comunicado enviado à Lusa, o líder socialista local, Alexandre Sargento, considerou que «contrariamente ao que o actual presidente da câmara afirma, a extinção proposta pelo Governo das fundações D. Luís I e Paula Rego é uma oportunidade de fazer mais e melhor com menos».

«A recusa em seguir esta premissa explica a incapacidade de compreender o actual momento que Portugal vive e a forma como o actual Governo gere os negócios públicos», referiu.

O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, manifestou, na quinta-feira, «total discordância» com a proposta do Governo de extinguir as duas fundações, defendendo que a medida não representa nenhuma diminuição de investimentos públicos.

Contudo, segundo Alexandre Sargento, «ambas as fundações representam, com particular destaque para a Fundação Paula Rego, um encargo muito significativo para o erário municipal, logo, erário público».

O PS Cascais considera que «pode ser estruturada uma solução de apenas uma fundação que mantenha a capacidade de recurso aos fundos do jogo afectos a projectos e programas exclusivamente de interesse turístico e cultural, bem como de actuais e potenciais mecenas privados», lê-se.

O presidente da concelhia do PS sugere ainda que a nova entidade a criar seja, «do ponto de vista dos encargos para o município, menos onerosa do que a soma dos significativos encargos das actuais, reorganizando e maximizando capacidades e competências, por forma a gerar uma poupança significativa, real e não virtual».

Alexandre Sargento critica ainda o executivo de Cascais que, afirma, «teria sido mais eficiente se tivesse oportunamente posto em prática aquilo que teoricamente diz pretender fazer, e não faz, que é reduzir encargos».

A Fundação Paula Rego e a Fundação D. Luís I são duas das 11 fundações que constam da lista de extinção de fundações afectas a autarquias, proposta pelo Governo.

Lusa/SOL

(corrigida às 21h15)

Tags: Sociedade



1 Comentário
Felisberto Ramos
11.08.2012 - 02:17
Eu pensava que as Fundações eram autosustentáveis.
Sou muito ingénuo.


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