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Duplo homicídio há cinco anos: PJ tem novas pistas

17 de Abril, 2013por Sónia Graça
Inspectores entregaram ao MP uma lista com novas diligências de prova para identificar o homicida de Alexandra Neno e Diogo Ferreira. Em cinco anos, houve um único suspeito.
Ao fim de cinco anos, a Polícia Judiciária (PJ) tem novas pistas sobre o homicídio de Alexandra Neno, de 33 anos, e Diogo Ferreira, de 21, baleados com a mesma arma, num intervalo de cinco horas.

No último mês, a brigada dos homicídios que tem o caso em mãos, soube o SOL, apresentou um relatório com novas diligências de prova a fazer. E ao mesmo tempo pediu ao Ministério Público (MP) um prolongamento do prazo de inquérito que corre no tribunal de Loures – onde desde Janeiro do ano passado os dois processos foram incorporados num só.

Até hoje, porém, nunca ninguém foi constituído arguido ou detido. Houve apenas um suspeito contra quem a Polícia reuniu indícios mais consistentes de ser o autor das mortes de Neno, baleada à porta de casa, em Sacavém, e de Diogo, atingido com um tiro certeiro na cabeça, no estacionamento do Oeiras Parque.

Tratava-se de um homem, que naquela madrugada do dia 1 de Março de 2008, esteve envolvido noutras desordens ocorridas em Lisboa, na zona das Docas.

Os inspectores procuravam um assaltante impulsivo e inexperiente, capaz de disparar à primeira. E com este perfil em mente, fizeram um levantamento de todas as situações insólitas ocorridas naquele período em Lisboa, descobrindo aquele suspeito.

Recorde-se que nessa mesma noite, depois de atingir Alexandra e Diogo, o homicida ainda tentou alvejar uma terceira pessoa que circulava de carro, perto das Amoreiras. Mas as balas acertaram na chapa do veículo.

Imagens de videovigilância não foram conclusivas

Milhares de dados foram analisados nos últimos cinco anos: desde as passagens em portagens ao abastecimento em bombas de gasolina de Sacavém, Oeiras e Amoreiras. A brigada, que é composta por seis inspectores, dois deles dedicados quase em exclusivo ao caso, nunca teve a vida facilitada. A arma do crime nunca foi encontrada e nenhuma das poucas testemunhas oculares ajudou a desfazer o mistério. Nem mesmo o colega que acompanhava Diogo, à saída do centro comercial, se recorda de nada, apesar de a PJ ter tentado por duas vezes fazer uma reconstituição do crime no Oeiras Parque. As imagens do sistema de videovigilância do Oeiras Parque, dada a sua qualidade, também não forneceram nenhuma pista conclusiva.

«Não perco a esperança de saber quem foi essa pessoa e o que ganhou com estas mortes» disse ao SOL Carlos Ferreira, pai de Diogo, surpreendido por saber que o processo ainda está aberto.

Já a mãe mostra-se menos confiante. «Claro que era pior se o caso tivesse sido arquivado, mas já passou tanto tempo e não há uma luz ao fundo do túnel», confessa Emília, lamentando não ter tido até hoje notícias da PJ: «Somos abandonados à nossa sorte».

«Um crime de homicídio é sempre complexo e implica analisar milhares de dados, razão por que só deve ser arquivado quando todas as pistas forem exploradas» – explica, por seu lado, fonte judicial, lembrando que o prazo de inquérito só começa a contar quando a investigação tiver passado a correr contra pessoa determinada ou quando se tiver verificado a constituição de arguido.

sonia.graca@sol.pt




2 Comentários
Antonyjunior
18.04.2013 - 17:50
eheheheheh...o pega-e-larga-e-recomeça é no que dá... ...ninguém fiscaliza ninguém...

Ó malhão, malhão
que vida é a tua...
P.uta que te pariu
a ti que te importa...

shalomm
17.04.2013 - 22:56
Há bandidos que conseguem crimes quase perfeitos...deveriam ser oferecidos prémios a quem denunciasse os bandidos como fazem nos EUA. Ha´certamente quem saiba que o assassino tem uma arma e com perfil para este tipo de crime...


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