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Politécnicos querem conhecer melhor como serão os cursos de curta duração

26 de Novembro, 2013
O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) reúne-se hoje com responsáveis do Ministério da Educação, para tentar perceber como serão os cursos de curta duração, previstos para começar já no próximo ano lectivo.

Em declarações à Lusa, o presidente do CCISP, Joaquim Mourato, explicou que o encontro de hoje com o secretário de Estado do Ensino Superior serve, essencialmente, para esclarecer três assuntos: os Orçamentos do Estado deste ano e do próximo, a reorganização da rede do Ensino Superior e os cursos de curta duração.

Joaquim Mourato criticou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) por querer ter os cursos de curta duração a funcionar no próximo ano lectivo e ainda não ter dado informações que permitam aos politécnicos começar a trabalhar.

"No que toca aos cursos superiores especializados, continuamos sem saber o que se passa. O secretário de Estado anunciou que iriam começar no ano lectivo de 2014/2015 mas não sabemos como serão, o que nos impede de os começar a preparar, porque não sabemos, sequer, a quem se dirigem", lamentou Joaquim Mourato.

Há duas semanas, o secretário de Estado José Ferreira Gomes anunciou, no parlamento, que a proposta de criação de ciclos curtos no Ensino Superior seria apresentada em breve.

No dia seguinte, também no parlamento, Joaquim Mourato criticou, precisamente, a ausência de informações sobre a matéria: o Presidente do CCISP lembrou que, em Maio, enviaram sugestões ao pedido de parecer sobre a criação dos cursos mas, até ao momento, ainda não tinha recebido qualquer resposta da tutela.

Neste momento, sabe-se que serão cursos de formação superior com a duração de dois anos, que não conferem o grau de licenciatura com uma forte componente de contexto de trabalho, além da componente prática.

Em declarações à Lusa, o gabinete do ministério garantiu que "tem havido diálogo frequente entre o MEC e o CCISP sobre a questão dos cursos de ciclo curto", uma vez que "a estratégia tem incluído as propostas dos parceiros sempre".

O Ministério da Educação relembrou que o objectivo do Governo é retomar o aumento da participação de estudantes do Ensino Superior, estimando que estes cursos "possam ter uma procura de cinco mil alunos por ano a breve prazo".

"O objectivo é dar continuidade à formação profissional de nível secundário, abrindo um canal de continuação de estudos superiores com grande enfoque na ligação ao tecido empresarial regional", explicou o MEC.

O Ministério disse ainda que a entrada em funcionamento destes cursos, em Setembro de 2014, carece de registo prévio na Direcção Geral do Ensino Superior.

Lusa/SOL




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