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Em 2012, 75 pessoas morreram sufocadas com comida

9 de Dezembro, 2013por Sónia Balasteiro
Empresas são obrigadas a ter empregados formados em primeiros socorros – mas por vezes de nada serve, como aconteceu com o dono da Ginjinha de Lisboa
O Instituto Nacional de Estatística tem registo de 75 óbitos por inalação e ingestão de alimentos, em 2012, mais 22 do que no ano anterior.

Foi o que aconteceu com o empresário da Ginjinha sem Rival, Manuel Mota Sousa, que, na semana passada, morreu sufocado enquanto comia um prego no Gambrinus, um restaurante de luxo de Lisboa.

Já esta semana, houve outra vítima mortal, em Vila Nova de Famalicão: um homem de 59 anos morreu sufocado com um pedaço de entremeada, quando almoçava sozinho em casa.

A Manuel Mota Sousa também ninguém conseguiu ajudar, apesar de estar num sítio público: segundo foi relatado, tudo aconteceu de forma muito rápida e os funcionários do Gambrinus tentaram socorrê-lo até à chegada do INEM.

Todos os estabelecimentos são obrigados a proporcionar formação em primeiros socorros aos seus funcionários, segundo explicou ao SOL fonte da Associação Portuguesa de Instrutores de Socorrismo. “Nos estabelecimentos que empreguem até nove trabalhadores, cuja actividade não seja de risco, tem de haver um trabalhador designado”, esclarece a mesma fonte. “Esse trabalhador tem que ter conhecimentos de primeiros socorros, evacuação e luta contra incêndios”.

Só para funcionários

E não são apenas os restaurantes a ter esta obrigatoriedade. “A lei diz que ‘o empregador deve formar, em número suficiente, tendo em conta a dimensão da empresa e os riscos existentes, os trabalhadores responsáveis pela aplicação das medidas de primeiros socorros, de combate a incêndios e de evacuação de trabalhadores’. Esta obrigação legal aplica-se a todos os ramos de actividade” – esclarece Cristina Pires, da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

Já no que diz respeito a estojos de primeiros socorros, as regras não são claras: a legislação não refere especificamente a necessidade de existência de um estojo de primeiros socorros, nem tão pouco a sua composição. Esta medida fica a cargo do empregador, que “deve estabelecer em matérias de primeiros socorros, de combate a incêndios e de evacuação as medidas que devem ser adoptadas”, explica ainda Cristina Pires.

“É necessário, contudo, referir que as medidas mencionada têm como objectivo primário a protecção dos trabalhadores, e não dos clientes”, esclarece a AHRESP. A fiscalização cabe à Autoridade para as Condições do Trabalho.

sonia.balasteiro@sol.pt




4 Comentários
factos
09.12.2013 - 23:52

vendap
09.12.2013 - 19:13


Oh Vendap, por favorrrrr !....

É inglório para o Michio ,morrer assim e com tal aflição.....eheheheheheheheh
cger
09.12.2013 - 22:23
Já diz o ditado, quando se come não se fala. E não é por acaso!
Tive um amigo que morreu na mesa ao lado da mulher também engasgado com carne.
Há que comer com calma e mastigar muito bem antes de engolir e metendo na boca apenas pequenas quantidades de comida.
É inglório morrer assim e com tal aflição.
vendap
09.12.2013 - 19:13
Espero bem que este ano haja mais uma. Adivinhem qual!
ABA
09.12.2013 - 18:54
As pessoas têm a mania de estar a comer e a brincar, na galhofa, a contar anedotas, irritados com a vida e a barafustar, etc.....O da Ginjinha estava com certeza na brincadeira com os colegas...Façam como os padres; quando comem não falam; é chato mas é mais seguro......


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