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Meco: Buscas da noite sem resultados

17 de Dezembro, 2013
As operações no mar para encontrar os cinco jovens desaparecidos no domingo no Meco foram retomadas hoje de manhã, depois de uma noite de buscas por terra que foram infrutíferas, disse à agência Lusa o capitão do porto de Setúbal.

"Durante a noite foram mantidas as buscas ao longo da praia com os meios terrestres, como estavam previstas, agora vão recomeçar as buscas marítimas com os mesmos meios dos dias anteriores. Durante a noite não existiu nenhum dado novo, mas o período nocturno é também aquele em que a busca se torna mais complicada", avançou à Lusa Lopes da Costa.

Os cinco jovens desaparecidos - quatro raparigas e um rapaz - integravam um grupo de sete alunos da Universidade Lusófona que tinha alugado casa em Alfarim para passar um fim de semana naquela zona do concelho de Sesimbra e que foram arrastados por uma onda, na praia do Meco.

Um dos jovens arrastado conseguiu sair da água por meios próprios e alertar as autoridades para a tragédia que ocorreu cerca da 1:00 da madrugada de domingo e que provocou um morto e cinco desaparecidos.

"A nossa prioridade agora são os sectores mais ao sul, uma vez que, de acordo com as previsões de deriva, será a sul que poderá surgir alguma informação", avançou o comandante Lopes da Costa, frisando que em termos de distancia a terra "não será alargada a área de intervenção", mas sim concentrados os esforços na área até ao Cabo Espichel.

Segundo Lopes da Costa vive-se um "ambiente complicado" no local do acidente, onde permanecem familiares e amigos dos jovens desaparecidos, uma realidade com "uma componente humana fortíssima de uma situação particular da qual não existe memória recente".

De acordo com a autoridade marítima, há um total de cerca de 50 efectivos, da Polícia Marítima e dos Bombeiros de Sesimbra, envolvidos nas operações de busca dos cinco desaparecidos, além da tripulação da fragata Bartolomeu Dias e da lancha de fiscalização Cisne. As buscas por mar são ainda apoiadas por duas embarcações semi-rígidas

Junto à praia do Meco estão também instaladas duas tendas da Protecção Civil onde está a ser assegurado apoio psicológico aos familiares e amigos dos jovens.

A Universidade Lusófona decidiu, entretanto, decretar três dias de luto e disponibilizar alguns docentes que leccionam na área da psicologia para darem apoio aos familiares dos alunos que foram vítimas do acidente ocorrido na praia do Meco e aos seus colegas e amigos que frequentam a instituição.

Lusa/SOL




4 Comentários
oleg
17.12.2013 - 15:36
A praxe não tem lugar num estado socialista como o nosso.
shalomm
17.12.2013 - 12:47
Deviam mesmo eliminar esta estupidez que dá pelo nome de praxe. Andei 5 anos num curso superior e não tive nada a ver com praxes....mas, estes imberbes não têm nada que fazer e não foi por acaso que foram para o meco alugar uma casa para o fim de semana....a farra acabou em desastre....Não têm pais que os metam na ordem e depois acontece o choro para o resto da vida....
quijote
17.12.2013 - 12:18
Foi mais uma praxe que deu para o torto.
donnisinnod
17.12.2013 - 10:14
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