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Phishing é o crime perfeito, diz inspector-chefe PJ

20 de Maio, 2011
O phishing, praticado na Internet através de mensagens de correio electrónico fraudulentas e páginas falsas de entidades bancárias é o «crime perfeito» disse ontem em Coimbra um inspector-chefe da Polícia Judiciária (PJ).

«O ‘phishing’ é um crime transnacional, moroso de investigar, praticado com a conivência e facilitismo das vítimas. Não tenham dúvidas, para mim é o crime perfeito neste momento» disse hoje Celestino Pais, responsável da área de criminalidade informática da Directoria do Centro da PJ, durante uma palestra sobre crime cibernético.

Explicou que os criminosos, ligados às máfias russa e brasileira «altamente estruturadas e organizadas» praticam acções de sabotagem informática e enriquecimento ilícito, crimes de difícil obtenção de prova por parte das autoridades policiais.

«Conseguimos seguir o dinheiro até determinado rasto, as máfias organizadas estão identificadas. O problema é depois arranjar elementos de prova para conseguir julgar essas pessoas», argumentou.

«Identificam-se toda uma série de pessoas e depois chega a determinada altura que a prova chegou ali parou. E há dificuldade em deter alguém mesmo fora do flagrante delito», acrescentou.

Segundo o responsável da PJ quem se dedica a esta actividade ilícita entra nas contas bancárias das pessoas através da obtenção ilegítima dos códigos de acesso e «consegue fazer as transferências e receber o dinheiro em vários postos da Western Union», exemplificou.

«Normalmente quando o dinheiro vai para o estrangeiro são utilizados documentos falsos», disse Celestino Pais.

Apesar de garantir que a Polícia Judiciária «tem os meios necessários para fazer face ao cibercrime» a morosidade dos procedimentos, nomeadamente quando envolvem instâncias de países estrangeiros «é uma realidade», frisou.

«Os mecanismos de cooperação existem e funcionam e é necessária uma agilização de procedimentos, só isso vai permitir um combate eficaz. É fundamental que não haja demoras mas só para interceptarmos uma transferência [bancária] é extremamente moroso», resumiu.

A palestra Cibercrime, o Crime Sem Armas, incluída na apresentação do livro Web Trends - 10 Cases Made in Web 2.0, de Ana Sofia Gomes, que analisa o impacto da Internet na sociedade atual, contou ainda com a participação de Francisco Rente, investigador da Universidade de Coimbra em segurança informática.

Lusa/SOL

 




1 Comentário
Marco Correia
20.05.2011 - 12:41
para esse crime ser realizado..é preciso que pessoas muito estupidas recebam esses mails..ninguem com o minimo de inteligência abre esses mails e dá dados bancários.


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