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Júri considera que Google utilizou patentes da Java no Android sem autorização

8 de Maio, 2012
O colectivo de jurados escolhido para analisar o processo de licenciamento de patentes centrado na utilização de partes da tecnologia Java no Android, que opõe a Google e a Oracle, deu razão à última. A conclusão não foi contudo definitiva porque não houve unanimidade em relação a um ponto

A decisão foi apresentada ontem num tribunal norte-americano onde está a decorrer o julgamento sobre um processo apresentado pela Oracle, onde a empresa acusa a Google de ter utilizado partes de Java, tecnologia pertencente à Sun Microsystems que passou a ser detida pela Oracle quando esta comprou a Sun, sem licença.

Apesar de o júri ter considerado que a Google utilizou sem autorização partes da tecnologia no sistema operativo Android, dando em parte razão à Oracle, não foi unânime em relação à questão da «utilização justa» das patentes em causa, ou seja, se estas tecnologias podiam ser utilizadas por serem essenciais e para alguns fins específicos, o que faz com que não estejam cobertas pelas mesmas regras de propriedade intelectual.

Esta questão levou o advogado da Google, Robert Van Nest, a afirmar ao juiz que iria pedir o anulamento do julgamento, avança o portal Computerworld.

O causídico do motor de busca argumenta que o júri deve ser unânime em relação a todos os pontos.

Em resposta o juiz que preside ao julgamento pediu aos representantes legais de ambas as empresas para apresentarem as suas conclusões sobre o assunto.

A falta de consenso nesta fase do julgamento, que está dividido em três questões (direitos de licenciamento, patentes e possível indemnização), poderá indicar que o processo relativo aos direitos de licenciamento ainda irá demorar até estar concluído.

Um dos aspectos mais complexos do processo diz respeito à utilização de APIs (application programming interfaces) da Java, que a Oracle considera que devem estar abrangidos pelos direitos de propriedade intelectual, ao contrário do que defende a Google.

Normalmente os APIs não são considerados protegidos à luz da legislação norte-americana, mas a Oracle rejeita essa ideia por defender que os 166 APIs da Java devem estar abrangidos por serem bastante complexos.

Em comunicado a Google afirma que «agradecemos os esforços do júri e sabemos que a utilização justa e a infracção são dois lados da mesma moeda».

A gigante da Web argumenta ainda que «o assunto central aqui é se os APIs são ou não protegidos e isso cabe ao tribunal decidir. Esperamos ganhar neste aspecto e nas outras acusações da Oracle».

Já a Oracle considerou que «as provas esmagadoras demonstraram que a Google sabia que precisava de licença e que a sua utilização não autorizada da Java no Android violou o código central da Java em todos os princípios».




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