
O Governo de Israel negou ser o responsável pelo desenvolvimento do vírus informático Flame, um programa de espionagem que infectou vários computadores, alguns dos quais no Irão
A resposta foi dada por um porta-voz do executivo israelita em declarações à BBC, depois de declarações públicas do vice primeiro-ministro de Israel, Moshe Yaalon, terem levado vários analistas a defender que o malware Flame teve origem no estado judaico.
Segundo o porta-voz do Governo de Israel citado pela estação britânica, os comentários feitos pelo governante durante uma entrevista à rádio do exército israelita sobre o Flame foram mal interpretados.
Na entrevista em causa Moshe Yaalon afirmou que «há alguns governos ocidentais que têm acesso a alta tecnologia que vêem o Irão, nomeadamente o programa nuclear iraniano, como uma ameaça de relevo e eventualmente podem estar envolvidos neste campo».
O vice primeiro-ministro de Israel acrescentou ainda, de acordo com a BBC, que «imagino que qualquer um que veja a ameaça nuclear do Irão como significativa, e não apenas Israel, mas todo o mundo Ocidental, com os EUA à cabeça, muito provavelmente tomará todas as medidas disponíveis, incluindo estas, para prejudicar o projecto nuclear iraniano».
Por enquanto ainda não se sabe quem é o responsável pelo desenvolvimento do vírus Flame, cuja existência foi avançada no início desta semana pela Kaspersky.
A própria empresa russa já admitiu que identificar os autores ou a origem deste malware, considerado um dos programas de ciber-espionagem mais avançados de sempre, poderá demorar anos.