
Uma semana depois de ter sido publicado um relatório sobre o vírus informático Flame, utilizado para fins de espionagem, a Kaspersky divulgou novos pormenores sobre este malware, considerado um dos mais avançados dentro do género
De acordo com a fabricante de antivírus russa, que descobriu o Flame durante uma investigação efectuada a pedido da União Internacional das Telecomunicações, esta é a «maior e mais complexa ameaça conhecida até à data».
Numa análise feita ao vírus a empresa revela que este «está a ser usado para ciber-espionagem e que infecta os sistemas para roubar dados e informação sensível», informação essa que estava a ser enviada para um dos servidores C&C (Command & Controle) do malware.
A monitorização deste servidor do Flame permitiu à Kaspersky, que afirma ter conseguido assumir o controlo do servidor e assim interromper a comunicação interna dos bots, chegar a algumas conclusões, nomeadamente que o vírus terá estado em funcionamento há cerca de quatro anos.
Segundo a empresa de segurança informática, no período entre 2008 e 2012 os servidores que alojaram a infra-estrutura C&C do Flame passaram por diversos países um pouco por todo o mundo.
Outra das conclusões da investigação hoje divulgada revela que os ficheiros PDF, Office e AutoCAD, estes bastante utilizados por engenheiros e arquitectos, eram os principais alvos do Flame.
No que diz respeito às regiões mais afectadas por este malware, a Kaspersky refere que os computadores mais infectados encontravam-se no Médio Oriente, Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico.