
Spencer West nasceu com uma rara desordem genética, doença que ditou que lhe fossem amputadas as pernas com apenas cinco anos de idade. Apesar dos avisos dos médicos que, avisaram os pais de que o filho «nunca faria grande coisa da sua vida», Spencer provou que a herança genética não lhe traçou o destino e subiu o Kilimanjaro utilizando…as mãos.
Aos 31 anos, Spencer West dá palestras sobre motivação, é activista e continua a desafiar a previsão dos médicos, desta vez, ao escalar em sete dias uma montanha que, por ano, reclama a vida de 10 escaladores. No seu blog – Possible Redefined – descreve o momento em que alcançou o cume de quase seis mil metros do Monte Kilimajaro, na Tanzânia, como um daqueles na vida em que tudo vale a pena: «A montanha que eu tinha prometido ao mundo que escalaria estava ali. Os dedos sangrentos e as feridas valeram a pena».
A escalada de sete dias foi feita na companhia dos seus melhores amigos, David Johnson e Alex Meers, e levou-os através de terrenos, primeiro rochosos, e, por fim, gelados que Spencer atravessou caminhando sob as mãos. A cadeira de rodas especialmente desenhada para West foi usada em apenas 20% do caminho, já que o piso acidentado pouco permitiu a sua utilização.
Com esta iniciativa, West, norte-americano residente no Canadá, conseguiu angariar meio milhão de dólares para um projecto da ONG Free the Children, que tem como objectivo levar água potável e esgotos até às escolas e aldeias do Quénia.
O trio alcançou o Pico Uhuru - ponto mais alto do Kilimanjaro - no domingo, depois de uma escalada de sete horas. Ao subir ao cimo deste antigo vulcão que se ergue no meio da savana da Tanzânia Spencer West parece dar razão ao slogan de uma famosa marca de artigos desportivos: 'Impossible is nothing!'.
SOL