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Cowork combate solidão do trabalho freelancer [com vídeo]

22 de Dezembro, 2010por Catarina Costa e Palma
O Cowork surgiu para aqueles que trabalham em regime de freelancing mas não querem passar o dia sozinhos e gostavam de ter companhia para almoço. O conceito consiste no aluguer de um espaço de trabalho - normalmente uma secretária - com o objectivo de partilhar experiências e fazer contactos.

Veja o vídeo na secção Multimédia do SOL

Há vários espaços de Cowork em Portugal, em Faro, Leiria, Porto, Coimbra e Lisboa. Têm secretárias para alugar, café à borla, e sobretudo pessoas lá dentro: arquitectos e webdesigners, jornalistas e biólogos, produtores de eventos e tradutores.

Em Lisboa há pelo menos três destes espaços, sendo o mais recente, o CoworkLisboa que abriu em Fevereiro deste ano na ilha criativa que é o LXFactory.

Cowork é uma palavra nova, mas que vai entrar no nosso vocabulário. Vem preencher um requisito que surge na sociedade à medida que as pessoas deixam de ter que estar fisicamente no espaço da empresa para a qual trabalham ou, quando trabalhando para muitos empregadores, cada pessoa é a sua própria empresa.

Quando o sofá se torna a mesa de trabalho, o fato é substituido pelo pijama e pantufas ou quando o escritório passa a caber dentro de uma mala que é transportada de café em café sabemos que estamos perante um freelancer.

De acordo com Pedro Garcia Marques, um designer que trabalha no CoworkLisboa desde que este abriu, o freelancing é um trabalho solitário.

Pedro sabe do que fala, pois houve um período da sua carreira em que trabalhou a partir de casa e confessa que o único contacto social que tinha era com a sua empregada doméstica, com quem chegou a almoçar no Natal.

Esse é um dos perigos apontados por quem já passou pela experiência de fazer de casa o local de trabalho. Segundo Fernando Mendes, o proprietário do espaço do LXFactory, quando a casa se torna o local de trabalho torna-se difícil estabelecer os limites de onde começa a vida familiar e onde acaba a vida profissional.

Conta que foi por isso que quando começou «a ouvir falar em Cowork, principalmente na imprensa internacional», se apercebeu que estava perante a forma de trabalho do futuro. Confessa que investir neste conceito foi uma forma de «juntar o útil ao agradável», pois também ele era um potencial cliente para um espaço daqueles.

Esta tendência é, no fundo, numa redefinição da forma de trabalhar proporcionada pelas novas tecnologias da Internet como o chat, o telefone, o messenger e a videochamada. As pessoas que trabalham neste regime são pessoas 'sem fios', ou seja, que não têm de estar fisicamente ligadas à entidade patronal.

É para os trabalhadores 'wireless', que têm a possibilidade de escolher onde querem trabalhar sem terem de picar o ponto, que surgem estes espaços, onde se quebra o isolamento da profissão do freelancer, mantendo a flexibilidade nos horários mas colocando as pessoas em contacto, o que pode proporcionar boas oportunidades de negócio.

SOL




3 Comentários
Fernando Mendes
23.12.2010 - 13:04
Caro António,
O cowork(lisboa) é para todos! Temos por cá gente dos 18 aos 65 (pelo menos!.
1 abraço,
Fernando Mendes
António Manuel Rodrigues
23.12.2010 - 00:20
Sou Professor, logo faço parte de uma classe Profissional Conservadora, na sua maioria. Sou Kota e até por isso, procuro, em vez de condenar, perceber os Jovens. Não tenho dúvidas que o Futuro passa pela utilização destes espaços e por uma nova concepção de estar na vida. Parabéns e um abraço.
Tweet1Tweet2
22.12.2010 - 18:55
\m/


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