IL aprova novo programa com 97,89%

Dos 552 liberais que votaram, foram registados 511 votos a favor, 10 abstenções e um voto contra, numa votação que decorreu de forma presencial e ‘online’.

O novo programa político da Iniciativa Liberal (IL) foi aprovado, este domingo, com 97,89% dos votos na VII Convenção Nacional. Está é a primeira vez que o documento é alterado, desde a fundação do partido.

A reunião magna, depois de na véspera não ter conseguido fazer qualquer alteração aos estatutos, conseguiu aprovar a proposta da Comissão Executiva para mudar este documento.

Dos 552 liberais que votaram, foram registados 511 votos a favor, 10 abstenções e um voto contra, numa votação que decorreu de forma presencial e ‘online’.

Esta proposta, que foi apresentada pelo deputado liberal, Bernardo Blanco, conta com alterações ao programa político da IL, que retira posições problemáticas e riscos políticos e acrescenta ainda novos temas.

O deputado da IL afirma que este novo texto defende “ideias corajosas” como “mais nenhum partido”, sendo esta a “base ideológica e o pensamento político” dos liberais, e que corporiza aquilo em que o partido acredita, mas sem ser “panfletário ou um programa eleitoral”.

Este novo documento, que foi aprovado no “processo mais participado da história da IL” retira as “posições mais problemáticas”. “Inserimos novos temas onde o programa político atual nada diz. Poder local, sustentabilidade migrações, habitação. Muitos deles não podemos deixar que fiquem apenas para outros partidos”, acrescentou.

O texto está divido em seis vertentes: direitos, liberdades e garantias; organização política; soberania; economia; sociedade e estado social.

Bernardo Blanco sublinhou que este programa dispõe de “posições corajosas”, que “mais nenhum partido colocaria”, uma vez que a IL “não se revê num Estado paternalista que force uma igualdade de resultados” ou a defesa de um “Estado enxuto, com uma Administração Pública transparente, instituições fortes, descentralizado e orçamentalmente responsável”.

Uma “função pública mais pequena, eficiente e qualificada, sujeita a avaliações de mérito e adequadamente remunerada” ou a ideia de “quer os lucros quer os prejuízos privados não devem ser socializados” são outros dos aspetos deste documento nos quais os liberais se assumem como o partido do “primado da liberdade individual”.