.pt: O domínio português que impulsiona a identidade digital nacional

Mais do que um endereço online, o .pt é hoje um motor de inclusão, segurança, empreendedorismo e soberania digital portuguesa.

.pt: O domínio português que impulsiona a identidade digital nacional

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Com mais de três décadas de existência, o domínio nacional .pt tornou-se um pilar estratégico do ecossistema digital português. Desde o primeiro registo, em 1991, até à recente marca dos dois milhões de domínios, atingida a 10 de junho de 2025, o .pt transformou-se, passando de gestor técnico a protagonista na transformação digital do país. “Cada domínio é uma história”, afirma Luísa Ribeiro Lopes, presidente do Conselho Diretivo da associação DNS.PT, em entrevista ao podcast ‘The Best of Portugal’. Com o site comemorativo 2milhoes.pt, a associação pretende dar visibilidade às ideias, empresas e pessoas por detrás de cada endereço .pt.

Mas, a transformação digital que o domínio nacional ajudou, e continua a ajudar, a concretizar, não seria possível sem a forte aposta na segurança, que se mantém como prioridade. A garantia, para os utilizadores, de que os seus domínios estão seguros é essencial.  “Temos um centro de operações de segurança para aumentar a resiliência do domínio .pt face a ataques cibernéticos”, explica Luísa Ribeiro Lopes. A confiança na marca é tal que, segundo estudos realizados pela associação, a segurança é a principal razão pela qual muitas empresas optam por um domínio .pt.

Inclusão e capacitação no centro das iniciativas

Mais de três décadas depois do primeiro registo no domínio nacional, outro dos papéis que o .pt assume com orgulho é o envolvimento crescente em iniciativas de inclusão e de capacitação digital. Projetos como Eu Sou Digital, destinado a adultos com baixa literacia digital, ou Apps for Good, que incentiva jovens a criar apps com impacto social, são apenas alguns exemplos. “Queremos que as pessoas saibam utilizar o digital com pensamento crítico e responsabilidade”, sublinha a responsável pelo .pt.

Na vertente educativa, a igualdade de género também é uma missão. Com projetos como Engenheiras por um dia e bolsas de estudo para mulheres nas áreas TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação), o .pt tenta contrariar os estereótipos que afastam as raparigas da tecnologia. “Não podemos desperdiçar metade da população”, defende Luísa Ribeiro Lopes. A associação lidera ainda o projeto PontoDigital.pt, uma plataforma nacional de formação e empregabilidade digital, com mais de 20 mil utilizadores ativos. “Criámos um verdadeiro mapa nacional do digital em Portugal”, refere com orgulho.

A identidade portuguesa no mundo digital é outra bandeira da organização. “O .pt representa o país. É uma forma de vender Portugal lá fora”, afirma Luísa Ribeiro Lopes, que revela um caso curioso: o domínio que assinalou os 2 milhões era originalmente um .com e migrou para .pt precisamente para reforçar a sua ligação ao país.

No que toca ao empreendedorismo, o .pt aposta em hackathons, concursos e colaborações com incubadoras como a Startup Portugal. “A inovação casa muito bem com a nossa missão”, sublinha a responsável.

Para o futuro, a ambição passa por liderar o ecossistema digital em Portugal e por dinamizar um observatório nacional do digital. “Também temos um papel na governação global da internet”, afirma Luísa Ribeiro Lopes, recordando a participação da associação em organismos europeus e internacionais, entre os quais destaca a liderança da LusNIC — rede que reúne os domínios dos países lusófonos. Apesar dos avanços, continuam a existir múltiplos desafios. Portugal subiu do 22.º para o 14.º lugar no índice europeu de digitalização, mas cerca de 40% da população ainda não possui competências digitais básicas. “Temos de formar mais pessoas e formar melhor. É obrigatório. Não podemos deixar ninguém para trás”, conclui Luísa Ribeiro Lopes.