Se as eleições presidenciais se realizassem no próximo domingo, numa corrida a três entre Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes e António José Seguro, seria necessária uma segunda volta. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage para a TVI/CNN/Nascer do SOL, o almirante obteria 26% dos votos, seguido do antigo líder social democrata, com 19%. Em terceiro lugar ficaria o ex-secretário-geral socialista, com 12%. Todavia, 29% dos inquiridos admitem ainda não saber em quem votar.
Com a distribuição aritmética dos indecisos, tendo em conta a questão sobre qual o candidato com melhor perfil para presidente, Henrique Gouveia e Melo ficaria com 35% dos votos, longe do resultado necessário para ser eleito à primeira volta. Luís Marques Mendes passaria à segunda volta com 26% e António José Seguro, que não obteve o apoio do Partido Socialista, ficaria pelos 19%. Por fim, 21% dos inquiridos optariam por outro candidato.
Questionados sobre qual o candidato com melhor perfil para ser Presidente da República, 29% dos inquiridos indicaram Gouveia e Melo, 20% Marques Mendes e 15% António José Seguro.

Preferências políticas
Um dos dados mais relevantes desta sondagem é a capacidade de penetração dos três dos candidatos nos diferentes tipos de eleitorado. Gouveia e Melo é o que consegue uma maior abrangência, conseguindo chegar a quase todos os campos ideológicos, isto apesar de ser particularmente apreciado pelos eleitores do Chega e do PAN. Só junto dos apoiantes do PCP é que os seus números baixam dos 20%. Por sua vez, Marques Mendes obtém a maior parte do apoio (53%) junto do eleitorado da AD, daqueles que se abstiveram nas últimas legislativas e um pouco da Iniciativa Liberal, mas tem resultados muito baixos junto do PS, Chega, Livre e CDU. Já António José Seguro é bem recebido pelos eleitores do PS_ e do Livre mas não consegue chegar aos 20% nos apoiantes das outras forças políticas.
Numa eventual segunda volta, Gouveia e Melo venceria quer o antigo comentador quer o ex-líder socialista, embora com grande margem de indecisos. Já numa corrida decisiva entre Luís Marques Mendes e António José Seguro Seguro, este último venceria por uma margem mínima (37% contra 46%), ainda que 20% dos inquiridos não tivessem manifestado a sua opinião.
Um segundo cenário desta sondagem colocou os eleitores perante a possibilidade de poderem escolher entre seis candidatos: Gouveia e Melo, Marques Mendes, Seguro, Sampaio da Nóvoa, António Filipe e Joana Amaral Dias. Também neste cenário o almirante lidera as intenções de voto com 24%, seguido do candidato apoiado pelo PSD com 19%. Seguro obteria 13%. Já Sampaio da Nóvoa, que não apresentou a candidatura, recolheria 6% dos votos. António Filipe, o candidato apoiado pelo PCP, ficaria pelos 4%, o mesmo resultado de Joana Amaral Dias. Também neste cenário os indecisos são muitos: 24%.
Quanto aos principais critérios de escolha dos candidatos, 54% dos inquiridos responderam que as ideias e as propostas políticas são o fator mais importante. São valores semelhantes aos motivos indicados no voto para as legislativas, o que parece demonstrar alguma confusão do eleitorado sobre as funções do Presidente da República, que não têm poderes executivos. Como segundo aspeto mais relevante, com 18%, surge a personalidade do candidato. A rutura com o modelo atual foi apontada como motivo por 6%. Com valores de 5% estão as opções «não gostar dos outros candidatos», «as suas hipóteses de ter um bom resultado», e o «apoio partidário do candidato». Nesta sondagem foram feitas 1000 entrevistas, dos quais 463 homens e 537 mulheres de todas as regiões do país. A margem de erro é de 3%.

Ficha técnica
Objetivo do Estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage – Comunicação e Imagem Lda. para a TVI, Media Capital sobre as eleições presidenciais de 2026.
Universo: Indivíduos maiores de 18 anos residentes e eleitores em Portugal.
Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido. A amostra teve 1000 entrevistas efetivas: 867 realizadas em CAWI e 133 realizadas em CATI; 228 entre os 18 e os 34 anos, 296 entre os 35 e os 49 anos, 257 entre os 50 e os 64 anos e 219 para os 65 e mais anos; Norte 304, Centro 211, Sul e Ilhas 190, Área Metropolitana de Lisboa 295.
Técnica: Aplicação online – CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) – de um questionário estruturado a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas para os indivíduos com 18 ou mais anos; entrevistas telefónicas – metodologia CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing) do mesmo questionário devidamente adaptado ao suporte. O trabalho de campo decorreu entre 11 e 21 de julho de 2025. Taxa de resposta 43,46%.
Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou –3,1%.
Responsabilidade do estudo: Aximage – Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.