“Isto não é o Bangladesh”. “Os ciganos têm de cumprir a lei”. Cartazes de Ventura geram polémica e motivam queixas ao MP

Embaixada do Bangladesh, várias associações ciganas e PS querem intervenção das autoridades.

Sem grande surpresa, o Chega está envolto em nova controvérsia, desta vez relacionada com os novos cartazes de André Ventura para as eleições presidenciais.

“Isto não é o Bangladesh”, lê-se num dos outdoors com a fotografia de André Ventura. “Os ciganos têm de cumprir a lei”, lê-se noutro.

As mensagens geraram indignação em vários setores da comunidade, a embaixada do Bangladesh já reagiu e, numa publicação nas redes sociais, adiantou estar em contacto com as autoridades.

A Embaixada do Bangladesh já reagiu. Numa comunicado nas redes sociais, pede calma à comunidade e garante que estão a ser contactadas as autoridades apropriadas.

Oito associações ciganas já fizeram saber que vão apresentar queixa no Ministério Público e querem avançar com uma providência cautelar para a retirada dos cartazes instalados e para a proibição da colocação de novos.

O líder do PS também apela à intervenção do Ministério Público, considerando que o teor dos cartazes é um atentado ao Estado de Direito.

” São cartazes com mensagens que estimulam o ódio em relação a determinadas origens sociais de populações que vivem, que estão integradas no nosso país”, considera.

José Luís Carneiro defende que as autoridades, nomeadamente o Ministério Público, devem estar atentas “à disseminação de mensagens que atentam contra os valores da Constituição. Porque esse é o dever dessas instituições”.

E acrescenta: “Há alguém que hoje lidera um partido político que queria um país que foi dos países do mundo que apresentava as maiores taxas de mortalidade infantil, em que havia maiores taxas de analfabetismo e que tinha das maiores taxas de emigração” devido à “fuga à pobreza e à miséria absoluta e a fuga à guerra colonial”.