Parto na autoestrada após hospital ter mandado grávida para casa

Este é mais um caso de uma mulher que tem o filho fora do ambiente hospitalar, seguindo-se ao de Vieira de Leiria e ao da mulher que morreu no Hospital Amadora-Sintra

Uma mulher grávida de 40 semanas deu à luz na autoestrada do Algarve, dentro de uma ambulância dos Bombeiros de Loulé, depois de ter sido enviada para casa pelo hospital. O parto de emergência ocorreu na passada sexta-feira e a bebé nasceu saudável.

Hospital de Faro encerrado e deslocação forçada a Portimão

Nessa tarde o serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Faro encontrava-se encerrado, obrigando a mulher a deslocar-se até ao Hospital de Portimão — uma viagem de cerca de 40 minutos, o dobro do tempo habitual até Faro (aproximadamente 20 minutos a partir de Loulé).

No Hospital de Portimão, o médico de serviço avaliou a grávida e decidiu enviá-la de volta para casa. Horas depois, a mulher começou a sentir contrações intensas e regulares, sinal de que o trabalho de parto tinha realmente começado.

Parto ocorreu numa ambulância em plena autoestrada do Algarve

Com o apoio do marido, a mulher dirigiu-se à delegação do INEM de Loulé, onde os técnicos de emergência prestaram os primeiros cuidados e ativaram uma  acionaram a viatura de suporte de vida.

Durante o transporte para o Hospital de Portimão, a grávida entrou em trabalho de parto e acabou por dar à luz na autoestrada, assistida pela equipa de emergência, onde nasceu uma menina saudável.

Mãe e filha estão bem e já tiveram alta

Após o parto, mãe e filha foram encaminhadas para o Hospital de Portimão, onde receberam acompanhamento médico. Ambas tiveram alta hospitalar e encontram-se em casa, a recuperar bem.

Casos semelhantes levantam preocupações sobre o acesso a cuidados obstétricos

Este é mais um caso de parto fora do ambiente hospitalar em Portugal. Recentemente, ocorreram situações semelhantes em Vieira de Leiria e no Hospital Amadora-Sintra, onde uma mulher acabou por falecer.

As ocorrências reacendem o debate sobre o encerramento temporário de maternidades e a necessidade de garantir acesso a cuidados obstétricos seguros e próximos em todo o país.