O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu perdão presidencial total ao seu antigo advogado Rudy Giuliani e a outros 76 aliados políticos envolvidos nos esforços para reverter os resultados da eleição presidencial de 2020.
Perdão presidencial é “total, completo e incondicional”
O responsável do Departamento de Justiça pelos indultos presidenciais, publicou nas redes sociais esta segunda-feira uma proclamação oficial que concede um perdão “total, completo e incondicional” a Giuliani — antigo presidente da câmara de Nova Iorque.
O perdão também se aplica a Mark Meadows, ex-chefe de gabinete da Casa Branca, e aos advogados conservadores Sidney Powell e John Eastman.
“Esta proclamação põe fim a uma grave injustiça nacional perpetrada contra o povo norte-americano após as eleições presidenciais de 2020 e dá continuidade ao processo de reconciliação nacional”, refere o texto datado de sexta-feira e publicado por Ed Martin na noite de domingo para segunda-feira na rede social X.
Segundo o comunicado, estes perdões têm sobretudo caráter simbólico, uma vez que nenhuma das pessoas abrangidas está acusada de crimes federais, os únicos abrangidos pelo perdão presidencial.
Aliados próximos e militantes republicanos entre os beneficiários
Os perdões presidenciais incluem figuras de destaque no círculo político e jurídico de Trump. Entre os beneficiados estão:
- John Eastman, jurista que propôs estratégias legais para impedir a certificação dos resultados eleitorais;
- Sidney Powell, advogada conservadora que contestou judicialmente os resultados em estados-chave;
- Mark Meadows, ex-chefe de gabinete de Trump;
- e Boris Epshteyn, assessor político de longa data do ex-presidente republicano.
Para além do círculo mais próximo de Trump, o perdão foi estendido a dezenas de militantes republicanos envolvidos nas tentativas de inverter o resultado das eleições presidenciais de 2020.
Perdão não se aplica ao Presidente dos Estados Unidos
O documento divulgado especifica que se trata de um perdão “completo, total e incondicional”, mas esclarece também que “o perdão não se aplica ao Presidente dos Estados Unidos”.
A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário sobre as decisões.
Apesar dos indultos, as pessoas abrangidas permanecem sujeitas a julgamento nos tribunais estaduais onde continuam a ser processadas.
A decisão, ainda que simbólica, reforça a narrativa de Donald Trump sobre a eleição de 2020, que perdeu para o democrata Joe Biden, e é vista por analistas como uma tentativa de reescrever o passado político antes das eleições presidenciais de 2026.