Miranda Sarmento sobre candidatura de Centeno ao BCE: “O Governo vê sempre com satisfação quando um português pode chegar a um cargo internacional”

Ministro das Finanças considera “extemporâneo” falar de nomes para a vice-presidência do Banco Central Europeu, mas admite que seria positivo para o país ter um português no cargo.

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, foi confrontado esta quarta-feira, à chegada à reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, com as notícias que dão conta de uma eventual candidatura de Mário Centeno ao cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE).

“O Governo, naturalmente, como acontece sempre, e como aconteceu, por exemplo, com o doutor António Costa [antigo primeiro-ministro, agora presidente do Conselho Europeu] recentemente, vê sempre com satisfação quando um português pode chegar a um cargo internacional”, afirmou Miranda Sarmento.

O ministro sublinhou que “a satisfação é igual para todos”, garantindo que o mesmo sentimento se aplicaria a uma candidatura do ex-governador do Banco de Portugal.

“Ainda é extemporâneo falar de nomes”

Apesar de reconhecer a importância de cargos internacionais ocupados por portugueses, Miranda Sarmento fez questão de destacar que ainda é cedo para discutir nomes.

“Ainda é extemporâneo falar de nomes, pois na reunião de hoje será divulgado apenas o calendário para a sucessão de Luis de Guindos, que termina o cargo em junho de 2026.”

Segundo o ministro, o presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, deverá apenas apresentar o calendário e os procedimentos formais do processo de escolha.

“O presidente do Eurogrupo apenas fará a indicação do calendário e todo o processo formal, [pelo que] é extemporâneo estarmos para já a falar de nomes, esse é um momento que ocorrerá posteriormente, em próximas reuniões do Eurogrupo”, reforçou.

“É sempre bom para o país quando um português tem possibilidades de chegar a um cargo europeu”

Miranda Sarmento acrescentou ainda que Portugal beneficia sempre com a presença de nacionais em instituições internacionais.

“É sempre bom para o país quando um português tem possibilidades de chegar a um cargo europeu ou internacional, como há vários exemplos”, afirmou o ministro das Finanças.

Além de Mário Centeno, têm sido mencionados outros potenciais candidatos à vice-presidência do BCE, entre eles o antigo comissário europeu finlandês Olli Rehn, o economista croata Boris Vujcic e a vice-governadora do Banco Central da Grécia, Christina Papaconstantinou.