Atriz dos Morangos com Açúcar deixa a televisão e dedica-se à política

“Também tive de partir em busca das oportunidades que aqui não existiam. Mas a minha ligação a esta terra nunca se quebrou”, explica no Instagram.

Inês Aleluia, conhecida do grande público desde que interpretou Aurora na sexta temporada de Morangos com Açúcar, enveredou por um caminho público, mas afastado da televisão que a tornou popular.

Instagram Inês Aleluia

Aos 37 anos, a ex-atriz inicia uma nova etapa na vida pública: foi eleita vogal da Assembleia Municipal de Beja para o mandato 2025-2029, cargo que assumiu oficialmente a 31 de outubro.

Depois da sua participação em Morangos com Açúcar, onde fez par romântico com Pedro Barroso, ainda entrou em novelas da TVI como Remédio Santo e Destinos Cruzados.

No entanto, Inês Aleluia acabou por afastar-se da ficção televisiva, mantendo presença sobretudo nas redes sociais. Regressou à sua terra natal e parece ter um propósito, tendo deixado uma mensagem para os habitantes de Beja, cidade alentejana, onde concorreu à assembleia municipal na lista da coligação, PSD/CDS/IL, que ganhou a presidência do município.

“Nasci em Beja, cresci em Beja e, como tantos jovens, também tive de partir em busca das oportunidades que aqui não existiam. Mas a minha ligação a esta terra nunca se quebrou. É com orgulho que me apresento: sou alentejana, sou bejense e hoje volto, com 37 anos, com a convicção firme de que Beja não pode continuar a ser colocada em segundo plano. Por isso, sou candidata à Assembleia Municipal de Beja. Porque acredito que a nossa terra merece mais”, escreveu no Instagram.

A eleição de Inês Aleluia ocorreu no âmbito da coligação Beja Consegue, que junta PDS, CDS e IL e que venceu as autárquicas, levando Nuno Palma Ferro à presidência da Câmara Municipal.

Licenciada em Gestão, a ex-atriz destaca-se por colocar a falta de oportunidades para os jovens no centro do seu discurso político.

Com esta mudança de rumo, Inês Aleluia procura dar voz a uma nova geração e contribuir para o desenvolvimento de um concelho que, acredita, tem sido sistematicamente deixado para trás.