Papa adverte Católicos contra poligamia em novo decreto

Documento “Uma só carne” condena poligamia e poliamor, reafirmando que o matrimónio católico exige união exclusiva entre duas pessoas. Texto responde a debates sobre práticas culturais em África e crescimento do poliamor no Ocidente.

O Vaticano publicou esta semana um documento histórico que reafirma a posição da Igreja Católica sobre o matrimónio. O decreto, aprovado pelo Papa Leão XIV e intitulado ‘Uma só carne: Elogio à monogamia’, condena explicitamente a poligamia e o poliamor.

Principais pontos

O documento define que o matrimónio autêntico exige uma união exclusiva entre duas pessoas que não pode ser partilhada. Segundo o Vaticano, a monogamia não é uma limitação, mas a essência do compromisso matrimonial católico.

O decreto critica duramente a poligamia e o poliamor, afirmando que estas práticas se baseiam na ilusão de que a intimidade pode ser encontrada numa sucessão de relações.

Porquê agora?

A questão da poligamia em África foi um dos principais motivadores do documento. Em muitas regiões africanas, católicos participam em práticas culturais que envolvem múltiplos relacionamentos, gerando debates intensos nas cimeiras do Vaticano em 2023 e 2024.

No Ocidente, o documento também responde ao crescimento de estruturas de relacionamento poliamorosas.

Visão sobre sexualidade

Numa abordagem que pode surpreender alguns fiéis, o texto afirma que a sexualidade no casamento não se limita à procriação, mas também fortalece a união exclusiva e o sentimento de pertença mútua entre o casal.

O que fica de fora

O decreto não aborda o divórcio nem relações entre pessoas do mesmo sexo, concentrando-se exclusivamente no casamento tradicional entre um homem e uma mulher.